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LaLiga: Presidente se demite para poder mandar no Espanhol por mais 4 anos

Javier Tebas anunciou sua demissão como presidente da LaLiga nesta segunda-feira, em um comunicado feito em seu Twitter. Mas ao mesmo tempo informou que irá concorrer novamente ao cargo, com o desejo de se reeleger pelos próximos quatro anos.

"Acho que é o melhor para a estabilidade e o futuro desta instituição", destacou o cartola.

Tebas escreveu que espera obter a "confiança" necessária para presidir a instituição por mais quatro anos e citou como o primeiro motivo para permanecer no cargo dar à "instituição" a máxima "estabilidade" possível para a responsabilidade que tem a LaLiga pelo gerenciamento dos direitos audiovisuais, que são, em sua opinião, "o maior patrimônio dos clubes".

Ele explicou que o atual mandato termina em 10 meses, no início de outubro de 2020, e o concurso de direitos nacionas televisivos para o triênio entre os meses de junho de 2022 e 2025 será, "aproximadamente", entre março e junho de 2021.

"Na minha opinião, muito próximo do período eleitoral. Durante anos seguimos uma estratégia para nossos direitos audiovisuais (não os deixamos como um simples resultado do dia do concurso, trabalhamos com perspectivas, ativamos o mercado ... e para isso precisamos tempo e estabilidade na instituição)", afirmou.

Para Tebas, tornar-se presidente da LaLiga novamente será importante por causa do início de um novo curso político no qual novas leis e diretrizes podem ser propostas no parlamento nacional e europeu que possam afetar a instituição da qual ele acabou de renunciar: "Antiprojeto de lei sobre desporto, aumento de impostos, medidas em matéria de propriedade intelectual e medidas em matéria de liberdade de serviços na União Europeia".

Além disso, ele destacou que durante esta temporada a LaLiga liderou a oposição às reformas das competições europeias e a defesa dos ativos audiovisuais dos clubes, para que eles não percam valor. Portanto, ele insistiu, é importante que o presidente "que esteja" o faça com um mandato de "não somente" alguns meses.

Tebas também disse que a saída de Javier Gómez (diretor geral corporativo da LaLiga) durante o mês de dezembro também é um fator importante na renúncia e candidatura às eleições.

"Com Javier, estamos no comando da LaLiga há mais de seis anos, funcionando perfeitamente. Javier Gómez é insubstituível. Mas lembrarei que a figura do gerente geral corporativo, como indicam nossos estatutos, é ligado ao futuro do presidente de Laliga", frisou.

Por fim, ele informou que há mais motivos para explicar sua decisão, mas afirmou que os indicados em sua carta são os fundamentais. "Renuncie neste momento e abra um período eleitoral, para o qual pretendo concorrer, acho que é o melhor para a estabilidade e o futuro desta instituição".