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Traições, mentiras, fim de amizade: jornal relata bastidores da crise na seleção espanhola

Após a conturbada saída de Robert Moreno e o retorno de Luis Enrique ao comando técnico da seleção da Espanha, apenas a versão oficial, explicada pelo presidente da Real Federação Espanhola de Futebol, Luis Rubiales, e o diretor esportivo José Francisco Molina em entrevista coletiva nesta terça-feira (19).

Enquanto isso, o jornal espanhol Marca divulgou os bastidores da demissão e da crise na seleção espanhola. De acordo com o periódico, a ideia de Robert Moreno é dar uma entrevista coletiva nos próximos dias para dar a sua versão da saída. Ex-auxiliar de Luis Enrique, Moreno era amigo íntimo do treinador, a pessoa de confiança dele.

Segundo o diário, a relação entre os dois mudaram nas últimas semanas, quando Luis Enrique demonstrou vontade de voltar a treinar a seleção. No dia 3 de setembro, Moreno declarou que “daria um passo ao lado” se Luis Enrique voltasse, mas pouco mais de um mês depois, em 15 de outubro, dedicou a Luis Enrique e sua família a classificação para a Eurocopa de 2020. Por seu lado, Luis Enrique aceitou voltar ao comando da Espanha com a condição de que Moreno não continuasse na comissão técnica.

Outro ponto, de acordo com o Marca, é que Robert Moreno se sentiu traído pelos diretores da federação, já que acreditava que seria o treinador espanhol na Euro 2020. Depois de pedir demissão por saber que Luis Enrique forçaria sua saída, decidiu não dar entrevista coletiva após a goleada por 5 a 0 contra a Romênia. Moreno entende que a federação mentiu para ele.

Por fim, a publicação ainda destaca que a federação espanhola já queria a volta de Luis Enrique desde sua saída, em julho, e que o projeto internamente sempre foi dele. A reação do vestiário, apesar de surpresa, foi de satisfação por conta do retorno de Luis Enrique. A Real Federação Espanhola, por sua vez, não gostava de alguns pontos da gestão de Moreno, como o fato de que os jogadores começaram a influenciar nas decisões do treinador.