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Dezoito meses após deixar Arsenal, Wenger enfim tem um novo emprego: na Fifa

O técnico Arsene Wenger, ex-Arsenal, tem um novo emprego.

O francês será o chefe do desenvolvimento global do futebol na Fifa, conforme anunciou a entidade. Aos 70 anos, Wenger estará à frente de todas as atividades de desenvolvimento de futebol em todo o mundo. Seu departamento também vai gerir o orçamento de US$ 6 milhões (mais que R$ 24 milhões) do programa Forward, que disponibiliza recursos para federações internacionais.

Além disso, ele também será o presidente do grupo de estudos técnicos da Fifa e a supervisão da participação da entidade no Conselho Internacional da Associação de Futebol, popularmente conhecido como Board, que rege as leis do jogo e alterações de regras - como foi a recente introdução do VAR.

A nomeação é o primeiro papel formal que Wenger assumiu desde a sua saída emocional do Arsenal, no final da temporada 2017-18, após 22 anos como técnico do clube. Seu nome foi recentemente especulado para o cargo de técnico do Bayern de Munique - Niko Kovac deixou o clube em 3 de novembro, após uma derrota por 5 a 1 para o Eintracht Frankfurt.

Wenger disse na semana passada que o executivo-chefe do Bayern, Karl-Heinz Rumenigge, havia telefonado para perguntar se ele estava interessado no cargo, mas após conversas iniciais, Wenger disse na segunda-feira que "não estava concorrendo".

Dois dias depois, a Fifa apresentou o Wenger como sua escolha para liderar a próxima fase do desenvolvimento do futebol. O presidente da Fifa, Gianni Infantino, estabeleceu como ambição central de seu mandato tentar introduzir mais conhecimento e experiência no futebol na administração da organização, como parte da resposta aos escândalos de corrupção de 2015 e à percepção de que a Fifa se preocupara demais consigo mesma - e com seu caixa.