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Celulares vetados, risco de 'quebra-quebra' no Paraguai e salvação peruana: jornal revela bastidores de reunião sobre final da Libertadores

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Conheça o Estádio Monumental de Lima, casa de Flamengo x River Plate, a final da Libertadores (0:51)

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Na última terça-feira (5) a Conmebol anunciou que a final da Copa Libertadores entre Flamengo e River Plate será disputada em Lima, no Peru, ao invés de Santiago, capital do Chile.

Nesta quarta-feira (6) o jornal La Nación, da Argentina, trouxe detalhes dos bastidores da reunião que durou aproximadamente 5 horas e decidiu a mudança de local.

Entre às 15h e 20h de Brasília os dirigentes de ambas as equipes e da entidade sul-americana discutiram possibilidades e a final passou por duas cidades antes de Lima ser o local escolhido: Medellín (Colômbia) e Assunção (Paraguai).

Para a reunião começar apenas um pedido foi feito: privacidade total. Para que isso acontecesse, os celulares dos presentes foram "confiscados". Com a ministra dos esportes do Chile, Cecília Pérez, participando por teleconferência, o encontro começou.

O governo chileno continuava a pedir a realização em Santiago e a garantir a segurança dentro do estádio, mas não tinha garantias de paz nos arredores. Depois de duas horas de discussão, estava decidido: a sede da final não seria mais a capital chilena.

Final em Assunção?

Então começou a nova discussão: que cidade seria a responsável por sediar a final. A primeira possibilidade discutida foi a mais óbvia. Assunção será sede da final da Copa Sul-Americana entre Independiente Del Valle e Colón e, esportivamente, era a mais preparada para receber Flamengo e River.

O problema, porém, não era esportivo. O governo paraguaio nunca deu mostras de que gostaria de sediar a final e não ofereceu garantias de que tudo correria bem nos arredores do estádio. O Paraguai entende que ter que lidar com as torcidas de Del Valle e Colón é muito mais simples do que com as de Flamengo e River.

Em caso de revolta de uma das torcidas após a perda do título, as autoridades paraguaias não se sentiam preparadas para lidar com essa situação. Assunção, portanto, estava descartada.

Colômbia surge como opção

Medellín então apareceu em cena. A Conmebol via a cidade colombiana como a mais preparada para receber uma final deste porte em tão pouco tempo e o Atanasio Girardot, estádio local, tinha exatamente a mesma capacidade que o Nacional de Santiago. Para a confederação era a cidade perfeita.

Para os clubes, porém, Medellín não era uma opção por conta da logística para os torcedores. É necessário fazer escala em Bogotá e pegar dois voos para chegar em Medellín e, portanto, a cidade colombiana foi descartada.

A salvação peruana

Quando tudo parecia perdido, a Conmebol tentou uma última cartada: Lima. A capital do Peru é equidistante para ambas as equipes, conta com um estádio com capacidade para 70 mil pessoas, voos diretos todos os dias e uma capacidade hoteleira suficiente para receber um evento deste porte.

O Flamengo se animou com um estádio maior e, portanto, com maior presença de flamenguistas. O River entendeu a necessidade de sair de Santiago e priorizou a segurança de seus torcedores. Depois de quase cinco horas a decisão. A final da Libertadores, em princípio, será disputada no Peru.