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Presidente da Conmebol alega 'força maior' para troca de sede de final

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Rodolfo Landim comenta mudança na final da Libertadores para Lima, no Peru (0:40)

Presidente flamenguista disse que a alteração no local foi a melhor solução possível (0:40)

O presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, justificou nesta terça-feira a decisão da entidade de levar a final da Copa Libertadores, entre Flamengo e River Plate, no próximo dia 23, de Santiago para Lima, e explicou a complexidade da reunião de hoje entre as partes envolvidas.

"Houve consenso, mas não foi rápido. Vínhamos trabalhando a respeito de uma cidade havia mais de um ano e agora tivemos que encontrar a opção mais viável", declarou o dirigente em entrevista coletiva após o encontro na sede da Conmebol, em Luque, no Paraguai.

A definição foi feita em uma reunião de mais de seis horas de duração entre representantes dos dois clubes envolvidos, da CBF, das confederações de Argentina e Chile e de Domínguez. Todos eles também estiveram presentes na coletiva.

O dirigente disse que a decisão foi tomada depois de uma conversa com a ministra de Esporte do Chile, Cecilia Pérez, e de ter analisado a situação "em 360 graus". "A alternativa mais viável para todos, e tendo as garantias do governo peruano, é que o jogo seja realizado em Lima", afirmou.

O presidente da Conmebol anunciou que devolverá o dinheiro dos ingressos dos torcedores que haviam comprado bilhetes para ver o jogo no Chile. Eles também terão preferência caso queiram entradas para a partida no Peru.

Por outro lado, não explicou se será possível reaver o valor das passagens aéreas compradas para Santiago, mas prometeu conversar com as empresas aéreas.

A Conmebol escolheu a capital peruana mesmo depois de ter tirado da cidade o posto de sede da final da Copa Sul-Americana, em maio passado, e levá-la a Assunção, onde o jogo acontecerá no próximo sábado.

Domínguez esclareceu que a decisão foi tomada devido às trocas no governo peruano e na presidência da federação de futebol do país, mas fez questão de dizer que todos esses temas estão superados. "O problema tinha a ver com a falta de autoridades com quem levá-lo adiante e atualmente está completamente reestabelecido", destacou.