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Bayern, Arsenal, Real Madrid? Qual será o próximo clube a apertar o botão de pânico chamado José Mourinho?

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Mauro Cezar chama José Mourinho de 'grife' e questiona: 'Ele consegue treinar um time hoje?' (1:49)

'Ele aparece no noticiário muito mais pela capacidade de ser um sujeito midiático', disse o comentarista do Futebol no Mundo. (1:49)

Nunca antes tantos grandes clubes europeus precisaram de um técnico de renome para restaurá-los à grandeza, mas nenhum se sentiu na necessidade de dar a José Mourinho a chance de provar que ele é, de fato, o "Special One".

Milan, Bayern de Munique, Arsenal, Tottenham e Real Madrid - clubes poderosos com status, ambição e história - estão todos à beira do fracasso e da mediocridade, mas a disponibilidade de Mourinho não os deixou com vontade de contar com o bicampeão da Champions League. No entanto, se as coisas continuarem como estão, certamente alguém tomará a decisão.

Juventus e Inter de Milão (onde Mou venceu a Tríplice Coroa em 2010) mudaram de técnico neste ano. Ambos buscaram ex-treinadores do Chelsea, Maurizio Sarri e Antonio Conte, respectivamente, enquanto a Roma também recrutou um novo treinador, mas a escolha foi Paulo Fonseca, outro português.

Faz quase um ano que Mourinho foi demitido do Manchester United, menos de 24 horas depois de uma derrota por 3 a 1 para o Liverpool, que deixou seu time no sexto lugar na Premier League - posição que muitos Reds Devils talvez agora aceitassem de bom grado. Afinal, após outra derrota neste fim de semana, o time de Ole Gunnar Solskjaer aparece em 10º.

Desde que deixou Old Trafford, Mourinho experimentou a vida de comentarista, apesar de já ter criticado aqueles que abandonam os campos pelos estúdios com ar condicionado.

Seu nome apareceu em rumores de diversas equipes. Entre elas, Arsenal, Benfica, Real Madrid, Tottenham, Inter, Roma, Lyon, Newcastle, Valencia, Everton, Wolverhampton e Boca Juniors. Ufa! Mas mesmo que houvesse um pouco de verdade em apenas um quarto desses vários rumores, permanece o fato de que Mourinho ainda está sem emprego depois de quase um ano de sua demissão.

Trabalhar no Bayern daria a Mourinho a chance de conquistar o título nacional em um quinto país diferente. Niko Kovac foi demitido neste fim de semana após a goleada sofrida para o Eintracht Frankfurt, por 5 a 1. Apesar de fazer sentido, a imprensa alemã aponta que Ralf Rangnick, do Leipzig, e Erik ten Hag, do Ajax, são os favoritos para o cargo que era do croata. O comandante do time holandês já disse que não sai do seu clube atual.

Estamos falando de outro grande trabalho no futebol europeu que se vai sem nem considerar Mourinho. Teria a sua reputação como treinador sido demolida após os recentes fracassos?

Os dois últimos empregos de Mourinho, no Chelsea e depois no United, terminaram com fontes de ambos os clubes dizendo à ESPN que jogadores e funcionários estavam cansados ​​de seu hábito de culpar todos os que o cercavam, no vestiário e na sala de reuniões, pelos problemas internos. Quando ele foi demitido pelo United, em dezembro do ano passado, uma fonte disse que Solskjaer foi contratado principalmente como um "antídoto" para todo o mal que Mourinho havia feito por lá.

Com Mourinho fazendo inimigos nos treinos e na hierarquia do United, como fez no Chelsea, havia pouco carinho por ele em Old Trafford ou Stamford Bridge quando tudo terminou. E no United, em particular, a marca de futebol de Mourinho - ligação direta e pouco brilho - provocou críticas de torcedores.

Com uma reputação de incomodar jogadores, diretores e torcedores, não surpreende que tenhamos poucos clubes interessados no português. Mas, em algum momento, é inevitável que um deles tome uma decisão e julgue o treinador pelo seu currículo, não pelo seu presente.

Ele conquistou todos os grandes títulos pelo menos uma vez, mas é quando se trata dos maiores troféus que Mourinho realmente se destaca: duas Champions League, três Premier League, duas Série A, um título de LaLiga com o Real Madrid e quatro Copas da Liga da Inglaterra.

Quando os grandes clubes estão tendo dificuldades, a determinação de ganhar novamente é o que os leva a fazer mudanças e é o que acabará levando o Mourinho a voltar para a cena.

Fontes próximas ao Arsenal insistiram que não contataram o português como substituto de Unai Emery, mas Mourinho seria uma grande evolução em relação ao espanhol. Enquanto o Real, onde Zinedine Zidane sempre estará a apenas dois maus resultados de uma crise, é outro clube que analisará as credenciais vencedoras de Mourinho, mesmo já tendo tido uma experiência ruim com o espanhol.

Mesmo que Mourinho consiga um trabalho em outro grande clube, mais cedo ou mais tarde, seu fim de ano deve ser um aviso de que ele precisa mudar e se tornar menos confrontador e divisivo. Caso contrário, seu próximo grande trabalho pode ser o último.