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Olimpíadas: Foragido desde 2017, empresário acusado de envolvimento na compra de votos para Rio 2016 é preso nos EUA

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Arthur Cesar de Menezes Soares Filho, conhecido como Rei Arthur, foi preso nesta sexta-feira, em Miami. O empresário, acusado de ter participado na compra de votos para a eleição do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016, tinha seu nome na lista da Interpol, polícia internacional, e estava foragido desde 2017.

Ainda não se sabe se Arthur será extraditado para o Brasil ou não. Em 2017, um pedido de extradição foi feito aos Estados Unidos, mas não teve resultado.

Em duas semanas ocorrerá uma audiência na justiça americana para definir o futuro do empresário. Ainda não se sabe o motivo de sua prisão.

Sobre seu apelido, o procurador da República, Stanley Valeriano, deu uma boa explicação em reportagem do Fantástico em 18 de agosto: "Ele é chamado de Rei Arthur porque, ao longo de muitos anos, ele teve os maiores contratos com o Estado do Rio de Janeiro. Isso possibilitou a ele arrecadar um patrimônio milionário, talvez bilionário".

Durante os dois mandatos de Sérgio Cabral Filho, governador do Rio de Janeiro entre 2007 e 2014, Arthur alcançou R$ 3 bilhões em contratos com o governo, com suas empresas prestando serviços a pelo menos 10 secretarias estaduais.

De acordo com o político, nove dos 95 membros votantes para a sede das Olimpíadas de 2016 foram comprados. O esquema aconteceu com depósito feito no exterior, por Arthur a Lamine Diack, presidente da Federação Internacional de Atletismo. A transação houve em 2008, e o destinatário era o responsável por distribuir o dinheiro aos membros comprados.

Cabral e Soares são réus no processo oriundo da Operação Unfair Play, desdobramento da Lava Jato.