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Técnico pede demissão e cartola búlgaro ataca Southgate depois de renunciar após caso de racismo: 'Eram só quatro ou cinco'

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Mauro fala sobre caso de racismo em Bulgária x Inglaterra e analisa como Uefa e autoridades locais deveriam aplicar punições (1:59)

Manifestações aconteceram em jogo das Eliminatórias da Eurocopa, em partida realizada em Sófia (1:59)

O técnico da seleção da Bulgária, Krasimir Balakov, que, como jogador, que integrou o elenco quarto colocado na Copa do Mundo de 1994 para o país, pediu demissão nesta sexta-feira, quatro dias após a goleada sofrida para a Inglaterra, em partida marcada por causa do racismo no Estádio Nacional de Sófia.

De acordo com a agência de notícias local "Dnevnik", o comandante apresentou o pedido para deixar o cargo ao comitê executivo da União Búlgara de Futebol, que está sem presidente, depois da renúncia de Borislav Mihaylov, que era o goleiro da equipe nacional há 25 anos, nos Estados Unidos.

Mihaylov concedeu entrevista nesta sexta-feira e falou sobre o episódio: "Eram só quatro ou cinco pessoas. Na segunda vez que a partida parou, somente o técnico da Inglaterra (Gareth Southgate) ouviu".

"Nós fizemos o que podíamos para ter segurança durante o jogo. A Bulgária não é um país racista. Minha decisão não tem nada a ver com o primeiro-ministro (Boyko Borissov) ter pedido minha saída. Minha paciência acabou", completou.

Na segunda-feira, a partida entre as seleções búlgara e inglesa, que terminou com goleada dos visitantes por 6 a 0, pelas Eliminatórias para a Eurocopa de 2020. Os anfitriões já entraram em campo sem chances de classificação direta ao torneio continental.

A partida foi paralisada duas vezes pelo árbitro croata Ivan Bebek, devido às ofensas racistas proferidas por torcedores locais aos jogadores do 'English Team'. Um grupo foi flagrado durante a transmissão do jogo fazendo saudações nazistas e ostentando camisas ironizando a campanha de tolerância da Uefa, com frase em inglês que dizia "Sem Respeito".

Na véspera da partida, o técnico da Bulgária foi questionado, em entrevista coletiva, sobre episódios de racismo envolvendo torcedores do país e disse não enxergar uma situação crítica, inclusive, afirmando que havia menos "problemas" do que na Inglaterra.

Balakov, de 53 anos, que é considerado um dos maiores jogadores da história do futebol búlgaro, havia assumido a seleção em maio deste ano e não conseguiu qualquer vitória, totalizando cinco derrotas e um empate, em seis compromissos.