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São Paulo pode ter bloqueio de R$ 25 milhões por volta do caso Ricardinho

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Em condição financeira complicada, o São Paulo pode ter que arcar com uma conta no valor de R$ 25 milhões referentes à contratação do ex-jogador Ricardinho. À época, em 2002, a negociação do meia do Corinthians para o clube do Morumbi custou R$ 6 milhões.

A empresa que cobra o valor é a SER Empreendimentos, que foi uma das responsáveis por ajudar financeiramente na operação para a vinda do jogador. A empresa já foi reconhecida como credora do clube na Justiça.

O São Paulo nesse processo ofereceu uma carta de uma instituição chamada Profit Bank, que se se comprometia a pagar até R$ 35 milhões em caso de derrota no processo. É comum que partes devedoras em processos ofereçam garantias do tipo como bem, imóvel ou promessa de pagamento por instituição bancária.

O problema para o São Paulo nesse caso é que a Justiça anulou essa carta ontem. Sendo assim, a SER Empreendimentos solicitou imediatamente o bloqueio de R$ 25 milhões diretamente da conta do clube.

O portal UOL traz a informação que a Profit Bank é ré em diversos processos por não pagar valores prometidos em garantias dos mesmos moldes do acertado com o clube do Morumbi. A empresa ainda não possui os registros necessários no Banco Central.

A SER Empreendimentos vai a partir de agora buscar a penhora e o bloqueio de contas e ativos do clube. No entanto, ainda não há nenhuma decisão da Justiça nesse sentido.

O São Paulo reconhece o valor a ser pago, mas pede que ele não seja executado por dois motivos: primeiro por divergência quanto à titularidade dos créditos, ou seja, por não ficar claro qual empresa teria direito ao valor.

O segundo motivo que o clube alega é que irá obter nova carta de fiança, e que isso lhe toma tempo, não sendo possível realizar essa operação do dia para a noite. O clube ressalta ainda que está se movimentando para obter a nova garantia junto a outras instituições.

ENTENDA O CASO

Dois torcedores do São Paulo emprestaram dinheiro ao clube por meio de suas empresas (SER Empreendimentos e Participações e Time Traveller Turismo), no valor de R$ 2.125.000,00 para que o clube pudesse arcar com a multa rescisória de Ricardinho à época.

Os torcedores acertaram com o então presidente do clube Marcelo Portugal Gouvêa que ficariam com 35% dos direitos econômicos do atleta. Ricardinho não rendeu o esperado e acabou rescindindo com clube sem que nenhuma das partes pagasse qualquer valor.

Os dois torcedores procuraram o clube buscando ressarcimento. Foi então Marcelo Portugal Gouvêa deu uma carta a eles se comprometendo a repassar US$ 1,5 milhão caso o atacante Luis Fabiano não fosse negociado até 31 de agosto de 2005. Se não conseguisse vender, o clube devolveria o investimento corrigido pelo IGPM.

Só que dois meses depois esses dois torcedores receberam uma carta do então diretor jurídico do clube dizendo que o valor acordado não seria pago por se tratar de um contrato de “risco”.

Foi aí que os torcedores entraram com uma ação na Justiça cobrando o ressarcimento do caso que se arrasta até agora.