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Monaco: De Champions League à luta contra rebaixamento no Francês

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Sampaoli no Lyon? Nicola explica notícia de jornal francês sobre o técnico do Santos (1:17)

Segundo o L'Equipe, o negócio com Sampaoli só deve ter alguma chance de avançar caso Laurent Blanc, prioridade do clube, não aceite o cargo. (1:17)

A hegemonia do Paris Saint-Germain na Ligue 1 tem sido algo comum nos últimos anos, tanto que a primeira divisão francesa é uma das mais criticadas do futebol europeu pela falta de competitividade. A equipe da capital venceu seis das últimas sete edições do campeonato. O ponto fora da curva apareceu em 2016/17, quando o Monaco levantou a taça.

O time do principado milionário localizado na região costeira da França fez uma das melhores temporadas de sua história naquele ano, relembrando os anos 90, quando ainda contava com David Trezeguet. Além de campeão francês, o Monaco ainda chegou na semifinal da Champions League, sendo derrotado pelo pela Juventus.

O desastre

No entanto, esses dois anos parecem outra era para o torcedor da equipe, afinal, hoje, o Monaco está há um ponto da zona de rebaixamento, na 17ª colocação do francês e não disputa nenhum torneio continental.

Como detalhado pelo jornal inglês BBC Sport, o desastre já começou na última temporada, quando a equipe terminou na mesma 17ª posição e teve Thierry Henry como comandante por apenas 104 dias.

O que mais surpreende é que o time é um dos mais ricos do mundo. Em 2011, o empresário russo Dmitry Rybolovlev assumiu maior parte do clube e injetou muito dinheiro. Em pouco tempo, o time foi da segunda divisão para a disputa do título francês consecutivamente durante quase uma década.

O investimento sempre foi inteligente. O time tem a filosofia de comprar jovens e vendê-los por preços astronômicos.

Maiores vendedores do mundo

Na última década, o Monaco é a equipe que mais lucrou com venda de jogadores, segundo o site Transfermarkt. Desde a temporada de 2009/10, o clube arrecadou 992 milhões de euros, ou seja, quase R$ 4,5 bilhões.

Mas o investimento em compras também não fica muito atrás, o que surpreende ainda mais pela péssima fase. Nessa mesma época, o clube gastou 828 milhões de euros (R$ 3,7 bi), equilibrando o saldo em 163 milhões de euros (R$ 734 milhões).

A terceira maior venda da história, inclusive, foi do Monaco. Kylian Mbappé deixou a equipe em 2017 por empréstimo para o PSG e no ano seguinte assinou com os franceses por 135 milhões de euros (R$ 608 milhões). Os mais caros que Mbappé foram Neymar (para o PSG também) e Philippe Coutinho (para o Barcelona).

Espalhados pela Europa

Não é difícil encontrar os ex-jogadores das épocas de ouro do Mônaco. Aquele time semifinalista da Champions tinha nomes bem conhecidos.

Bernardo Silva, hoje no Manchester City, talvez seja o principal expoente ao lado de Mbappé. Além deles, Tiemoué Bakayoko (que voltou ao time), Fabinho (Liverpool), Falcao Garcia (Galatasaray) e Thomas Lemar (Atlético de Madrid) também compunham o elenco.

Pouco antes, James Rodríguez (Real Madrid) e Anthony Martial (Manchester United) também usaram as cores vermelho e branco do principado.

Hoje, a equipe tem o veterano Cesc Fábregas na liderança da equipe, acompanhado por Gelson Martins, Wissam Ben Yedder, Islam Slimani e outros.