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Juventus defende jogos europeus e menos ligas nacionais: 'Pouco interessarão aos nossos filhos'

Durante palestra nesta terça-feira, o presidente da Juventus e da ECA (Associação de Clubes Europeus), Andrea Agnelli, voltou a defender a criação de uma "Super Champions", que una os principais clubes europeus anualmente em um mega torneio, e a diminuição do número de partidas disputadas nas ligas nacionais.

"Se não olharmos para frente, terminaremos simplesmente por proteger um sistema que já não funciona mais, um sistema montado a partir de partidas domésticas que pouco interessarão aos nossos filhos", afirmou.

Agnelli vem tentando chegar a um consenso com todas as partes envolvidas para que a Super Champions passe a existir a partir de 2024.

No entanto, para que isso ocorra, a Uefa deu prazo até 2022 para que todos as questões sejam resolvidas.

O último formato apresentado para o possível novo torneio europeu foi mostrado em maio deste ano, pela própria Uefa.

Nele, a Liga dos Campeões passaria a ter quatro grupos de oito equipes, o que aumentaria o número de jogos europeus, e um sistema de acesso e rebaixamento, aparentemente favorável aos maiores clubes do continente.

“Nenhuma decisão foi tomada. Até o momento são apenas ideias e opiniões”, explicou o presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, em nota divulgada na ocasião.

Por outro lado, diferente do que vinha sendo especulado, o projeto não contempla jogos europeus aos finais de semana, para alívio das ligas europeias, em pé de guerra diante da possibilidade de prejudicar os campeonatos nacionais.

De acordo com o novo projeto, os cinco primeiros colocados de cada um dos quatro grupos de oito times se classificariam diretamente para a edição seguinte da Champions, independentemente de seus resultados nos campeonatos locais, o que poderia reduzir o interesse do público nas competições nacionais.