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Wenger reclama da falta de força dos treinadores: 'Agora há garotos como Neymar que têm muito poder'

O técnico Arsène Wenger, desempregado desde que deixou o comando do Arsenal, ao final da temporada 2017/18, reclamou nesta segunda-feira do "excesso de poder" que é dado aos jogadores de futebol atualmente, o que acarreta em falta de força dos treinadores.

Em entrevista à beIN Sports, o francês fez uma análise de como o futebol era quando ele iniciou sua carreira de atleta, em 1969, no pequeno Mutzig, da França, e como mudou até os dias de hoje.

Wenger falou sobre as mudanças de função dos técnicos nas últimas décadas e, ao citar a crescida de poder dos jogadores, usou como exemplo o brasileiro Neymar, do Paris Saint-Germain.

"Não creio que o trabalho dos treinadores, com relação ao passado, seja mais difícil hoje. Agora, você tem auxiliares muito competentes, que podem comandar os treinos para você. Você só tem que analisar. Quando eu comecei a trabalhar, tinha que treinar os goleiros e os jogadores ao mesmo tempo. Era muito difícil", lembrou.

"O que mudou foi o entorno do futebol. Tudo aumentou de tamanho. Agora, você tem que dedicar tempo à imprensa, aos canais de TV oficias dos clubes, tem que enfrentar cada vez mais adversidades... Agora, o poder do treinador é um pouco menor", reconheceu.

"Agora, você tem que fazer de tudo para persuadir os jogadores. O poder passou aos atletas. Agora, há garotos como Neymar que tê muito poder. Isso não acontecia nos anos 60 ou 70. Era o treinador que tinha o poder", complementou.

Nas últimas semanas, o veterano comandante vem dando várias entrevistas para negar que tenha se aposentado, dizendo constantemente que ainda espera um convite para comandar um clube ou uma seleção.

Até agora, porém, Wenger não recebeu nenhum chamado que pareça ter lhe interessado.