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Era para ser palco da final da Champions de 2011, mas segue sem data para ficar pronto

Em agosto de 2007, o Valencia, junto com os órgãos públicos da cidade espanhola, viu o que seria seu novo estádio ter as obras iniciadas. No entanto, doze anos depois a construção segue sem previsão de término.

Inicialmente, o Nou Mestalla, como seria conhecido o estádio, ficaria pronto para a temporada 2009-10. Em 2009, inclusive, a nova casa valenciana chegou a ser escolhida para ser sede da final da Uefa Champions League.

A previsão de término era a temporada 2009/10, mas a empreiteira que havia sido contratada abandonou a obra em 2009, devido à falta de pagamentos por parte da agremiação, e o prédio virou um "fantasma".

Em 2006, quando o presidente do clube, Juan Baustista Soler, aprovou o projeto, o estádio nasceria com a ideia de ser o mais moderno do mundo. Porém, o Valencia segue jogando no antigo Mestalla - aberto em 1923 - e o novo estádio virou um "fantasma".

A crise financeira afetou o Valencia, que se desfez dos seus craques David Villa, Juan Mata e David Silva, à época, tendo que paralisar as obras no estádio. Soler saiu pela porta dos fundos e viu o time, campeão espanhol e com duas finais de Champions no início do século, perder prestígio no mundo.

Há dois anos, houve um sopro de otimismo.

Em outubro de 2017, o clube espanhol apresentou um novo projeto de finalização para a arena, muito mais modesto que o anterior, mas também mais realista.

Na nova maquete, a grande diferença foi a eliminação da antiga cobertura de alumínio e vidro, marca do projeto inicial e que estava orçada em milhões. Ela será substituída por um teto mais leve e barato, que será sustendo por uma galeria de colunas, que marcarão a fachada e a deixarão semelhante com a do Mané Garrincha, em Brasília, e o Matmut Atlantique, em Bordeaux, na França.

"É possível ver que a nova fachada não será tão opaca e luxuosa. Preferimos convertê-la em algo mais permeável, luminoso e humano", descreveu o arquiteto Mark Fenwick, do RFA Fenwick Iribarren Architects, o responsável pela obra.

A capacidade, que originalmente seria para 75 mil torcedores, também foi reduzida para 50 mil, com a demolição do anel superior que já foi feito. Além disso, a construção de uma pista de atletismo foi descartada, e as arquibancadas ficarão mais próximas ao campo.

Essas duas coisas foram exigências do magnata Peter Lim, que quer evitar a perda do ambiente de pressão que existe no atual estádio dos valencianos, onde os torcedores ficam muito perto do campo. Lim comprou a equipe, em 2014, por 300 milhões de euros (R$ 1,12 bilhão, na cotação atual).

Mas, até agora, o clube segue sem a nova casa - e sem ideia sobre quando poderá tê-la.