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Carille se inspira em viradas marcantes com o Corinthians e diz que é hora de 'usar a malandragem' na Sul-Americana

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Carille é sincero ao analisar o Corinthians: 'Nosso time precisa ser mais cascudo' (1:57)

Treinador falou sobre o desempenho da equipe na temporada (1:57)

Após derrotar o Bahia e esfriar a crise com a torcida, o Corinthians começa a se preparar já neste domingo para o confronto com o Independiente del Valle, do Equador, na próxima quarta-feira, que vale vaga na final da Copa Sul-Americana. Como perdeu por 2 a 0, o time alvinegro precisará de uma vitória por três gols de diferença (ou dois, desde que marque pelo menos três vezes) em Quito para avançar. Fábio Carille acredita e se escora na própria temporada.

Com 173 jogos pelo Corinthians, o que o coloca como oitavo profissional que mais vezes comandou o time, Carille citou dois mata-mata marcantes para ele no ano.

"Pensando rápido, o que vem na cabeça é o jogo contra o Avenida-RS. Estava 2 a 0 [para eles] com sete minutos de jogo, e viramos para 4 a 2", disse o treinador, recordando a partida pela segunda fase da Copa do Brasil de 2019.

Aquela partida foi emblemática porque Carille estava em processo de reconstrunção do time, com três vitórias em seis jogos oficiais. É verdade que havia batido o São Paulo por 2 a 1 dias antes, mas havia uma atmosfera de desconfiança, especialmente com jogadores como o lateral Danilo Avelar e o zagueiro Henrique.

Os visitantes vinham de derrota por 6 a 0 para o Grêmio pelo Estadual e estavam lutando contra o rebaixamento na competição. Ainda assim surpreenderam e abriram 2 a 0 com dez minutos do primeiro tempo. A etapa inicial só não foi pior porque os corintianos descontaram com Henrique: 2 a 1.

O empate e a virada vieram no segundo tempo. Avelar igualou o marcador e Júnior Urso virou. Nos acréscimos, Gustagol fez 4 a 2.

"[Também me marcou] O jogo do Racing [da Argentina], lá. Eles estavam liderando o Argentino e confesso que achava que não fossemos passar. A gente sai perdendo, o Racing busca, ganhamos nos pênaltis", disse Carille, citando outro confronto que guarda com carinho.

O contexto dessa partida é diferente. O primeiro jogo foi na Arena Corinthians e terminou 1 a 1. Em Buenos Aires, os rivais abriram o placar aos 41 do primeiro tempo e pressionaram para definir o jogo logo. O empate saiu com Vagner Love no início da etapa final --jogador que vinha devendo.

Nos pênaltis, os corintianos venceram por 5 a 4, mas cada time executou sete cobranças, com dois erros do Corinthians e três do Racing.

Foi o início da Copa Sul-Americana desta temporada para o time de Carille. Agora a equipe tenta esquecer o revés para o Del Valle por 2 a 0, em casa, e focar na virada em Quito para alcançar a final inédita do torneio continental. Vale ressaltar que o rival venceu todos os jogos em casa no torneio.

"Só de estar numa semifinal e buscar o resultado já é desafio. Ninguém chega sem qualidade. Del Valle tirou o Independiente, maior campeão do continente. É ir lá e pensar primeiro no primeiro gol, fazer um jogo inteligente, usar a malandragem, jogar como grupo. Isso faz parte de ser um grupo novo. Contra o Santos [na semifinal do Paulista] a gente teve dificuldade no Pacaembu. Faz parte do aprendizado, do conjunto. Tem de acreditar, tudo pode acontecer", disse Carille.