<
>

Bilionário árabe distribui mais de R$ 22 mil para funcionários do Almería, mas só se for chamado de majestade

Turki Al-Sheik durante treino da Arábia Saudita na Copa do Mundo 2018 Getty Images

No início de agosto, o tradicional Almería, da Espanha, foi comprado pelo bilionário Turki Al-Sheik, homem de confiança do príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohamed bin Salman.

Ele já se aventurou no futebol no Pyramids FC, do Egito, que no meio de 2018 fez a "limpa" no futebol brasileiro, levando jogadores como Keno, do Palmeiras, e Rodriguinho, do Corinthians, além do técnico Alberto Valentim, do Botafogo.

Al-Sheik já chegou injetando grana na equipe alvirrubra, fazendo incríveis 13 contratações no dia do fechamento da janela de transferências, e agora busca o acesso para a elite espanhola o mais rápido possível.

Conhecido pelo temperamento maluco e por não gostar de ser contrariado, o ricaço também vem chamando a atenção por outros aspectos.

Segundo o jornal El Confidencial, Turki distribuiu cerca de 5 mil euros (R$ 22,57 mil) entre os funcionários do Almería por meio de envelopes.

Para receber o pacote com dinheiro, porém, os empregados tinham que atender a uma condição: chamar o saudita de "majestade".

"Alguém consegue imaginar um ocidental fazendo isso num país árabe? Creem que essa é uma humilhação que eles devem aceitar de cabeça baixa?", questionou o veículo, em tom de revolta.

O diário ainda prevê tempos de loucura nos próximos meses para o Almería, especialmente se o time começar a tropeçar na 2ª divisão espanhola.

"Quem conhece Turki Al-Sheik de suas andanças em outros clubes sabe que ele não titubeia na hora de tomar posições. No clube egípcio que comprou há um tempo, por exemplo, chegou a ter cinco treinadores em uma temporada", recordou.