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Diretor do Sevilla fala por que Ganso não rendeu com Sampaoli, a timidez de Arana e Dani Alves melhor negócio da história

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Muriel defende Ganso após vaias e diz: 'Um dos melhores jogadores na atualidade no Brasil' (1:05)

Meia foi vaiado por pequena parte da torcida do Fluminense durante a derrota para o Avaí (1:05)

Time com um bom retrospecto com brasileiros, o Sevilla viu suas últimas investidas, em Ganso e Guilherme Arana, não darem tanto resultado quanto o esperado.

Em entrevista ao site Goal, José María Cruz, diretor geral do clube, afirmou que o meia que atualmente está no Fluminense foi uma "decepção pessoal", além de defender a passagem de Sampaoli, atualmente no Santos, pelo clube e acredita que lateral esquerdo ex-Corinthians ainda terá chances na LaLiga.

Os brasileiros que chegam ao clube veem a sombra de Daniel Alves, Luis Fabiano, Renato e Adriano.

Inclusive, o lateral que atualmente está no São Paulo é considerado pelo próprio diretor como a operação "mais importante" da história do clube, pelo menos na questão financeira: "Nós o compramos por 1 milhão de dólares [do Bahia, em 2001] e o vendemos por cerca de 40 milhões de euros [para o Barcelona, em 2008] depois de ter deixado muitos de seus melhores anos com a gente e ter ganhado os melhores títulos que se pode ganhar com o Sevilla. Felizmente, foi para um clube muito vencedor, encontrou o melhor Barcelona da história, mas Dani contribuiu para o Sevilla".

Mas e Ganso? Para Cruz, foi uma "decepção pessoal, mais do que do clube".

"Acredito que Paulo é um jogador extraordinário que teve pouca oportunidade no clube. É uma opinião minha, que provavelmente técnicos e outros funcionários do clube não compartilham, mas, em sua primeira temporada, ele deu mais que outros jogadores e teve menos chances que eles. No fim das contas, para que um jogador possa ter um bom rendimento, o treinador tem que confiar nele", afirmou o diretor.

Completa ainda que quando o brasileiro chegou, Samir Nasri e Franco Vázquez estavam no clube, o que pode ter atrapalhado o número minutos dentro de campo, já que tinham "muitos bons jogadores para pouco espaço": "Ganso merecia mais espaço e, se não triunfou, não foi por falta de qualidade e profissionalismo".

"Acredito que é um jogador que, para render, precisa se sentir valorizado", afirmou.

Atualmente no Santos, Sampaoli ficou por apenas uma temporada no time espanhol, mas não conseguiu fazer funcionar seu estilo de jogo e não agradou muito. Mas Cruz o defende e afirma que o argentino "não foi uma decepção".

Após quatro anos com Unai Emery, a diretoria queria "fazer algo diferente" ao contratar o argentino, ficaram animados com a vitória do "real Sampaoli" por 6 a 4 na primeira rodada de LaLiga contra o Espanyol, mas o diretor acredita que "ele não encontrou suficiente respaldo no elenco para fazer a aposta que queria".

"Agora, se olhamos mais a fundo, acredito que a temporada de Jorge foi muito boa e esteve a ponto de ser fantástica. É um grandíssimo técnico, mas que, possivelmente, e é outra opinião pessoal, não teve em sua comissão técnica pessoas com experiência suficiente no futebol europeu", finalizou.

Além de Ganso, Sampaoli e Daniel Alves, o diretor comentou a situação de Guilherme Arana, mais recente investimento do time em algum jogador brasileiro.

Para Cruz, o principal problema do lateral-esquerdo foi a "timidez".

"É um jogador que tem qualidades para mostrar o seu talento no Sevilla, na Espanha, em uma liga importante, mas creio que a sua personalidade dificultou a adaptação com rapidez", acrescentou.

Na época, o jogador chegou como o melhor de sua posição no Brasileirão, por isso a diretoria acreditou em seu potencial, tinham "muita expectativa": "A gente carrega o pensamento de que o jogador brasileiro se adapta quase sempre para jogar em um clube como Sevilla, uma cidade como Sevilla, mas, evidentemente, é impossível que todos consigam".