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Guga sonha com Olimpíada e abre o jogo sobre o Atlético-MG: 'Tem que deixar tudo no campo'

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Seleção olímpica é convocada para amistosos; veja a lista de André Jardine (2:03)

Treinador chamou 23 atletas para jogos em São Paulo contra Colômbia e Chile (2:03)

Convocado pelo técnico André Jardine para os amistosos da seleção sub-23, Guga vive a expectativa de ir aos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020. O lateral-direito de 21 anos do Atlético-MG entrou no segundo tempo na vitória brasileira sobre a Colômbia, na última quinta-feira.

"Disputar uma Olimpíada deve ser algo mágico, uma sensação que só pode sentir quando estiver lá, vivenciando tudo. Vou continuar trabalhando forte para agarrar essa oportunidade e poder representar meu país nos jogos olímpicos", disse, ao ESPN.com.br.

Claudio Rodrigues Gomes ganhou o apelido que carrega no futebol por causa de um treinador que o achou parecido Guga, tricampeão de Roland Garros e ex-número 1 do mundo.

Coincidentemente, o lateral conheceu o xará quando atuou pelo Avaí, time do coração do tenista.

"Eu já tinha um carinho por ele por conta de tudo o que ele representa para nosso país. Depois de conhecê-lo, passei a admirar mais ainda, conheci também a mãe dele, dona Alice. Foi muito emocionante e ficará marcado para sempre!", recordou.

No começo deste ano, Guga foi contratado por cerca de R$ 8 milhões pelo Atlético-MG, pelo qual assinou um contrato até dezembro de 2022.

"Atlético é sinônimo de muita entrega, raça, e dedicação. Não basta ter só a parte técnica aprimorada. Para jogar no Galo tem que deixar tudo no campo, sair esgotado de todos os jogos para conquistar os objetivos."

Veja a entrevista com Guga:

Fale sobre seu início no futebol...
Comecei aos cinco jogando futsal no clube do Nogueira, nada muito sério, gostava de fazer esportes e o futebol era o que eu mais me empenhava. Passar dos anos fui me apaixonando por esse esporte, até o dia em que tive a certeza de que ser jogador, era o que eu queria pra minha vida. Sou grato ao meu primeiro treinador (Geraldo) também, do Nogueira, por me ajudar muito desde quando comecei, ele me ajudou a gostar mais ainda desse esporte.

Onde fez testes e passou na base?
No campo, comecei no Botafogo, onde joguei por cincos anos. Passei por outros clubes do Rio e de fora também, até chegar no Avaí, onde fiquei por quatro anos na base e um ano no profissional. Sou muito grato por tudo que vivi com a camisa do Avai.

Como surgiu o apelido de Guga? Você já o conheceu?
O apelido surgiu no Nogueira, meu treinador Geraldo que colocou. Na época o Guga estava no auge. O apelido veio por conta da semelhança do cabelo, ele começou a me chamar de Guga e o apelido acabou pegando. Hoje em dia, ninguém me chama pelo nome, apenas pelo apelido. Tive a oportunidade de conhecê-lo em Floripa, em um encontro muito bacana e emocionante. Eu já tinha um carinho por ele por conta de tudo o que ele representa para nosso país. Depois de conhecê-lo, passei a admirar mais ainda, conheci também a mãe dele, dona Alice. Foi muito emocionante e ficará marcado para sempre!

Quais os momentos mais marcantes desde que subiu?
Meu primeiro jogo como profissional, meu primeiro gol, o acesso para a Série A com o Avaí, meu primeiro jogo pela Libertadores com o Atlético-MG e ser convocado para a seleção olímpica. Até aqui, esses são os momentos que mais marcaram como profissional atleta profissional. Espero ter muitos outros momentos marcantes.

Como surgiu o Atlético-MG na tua vida?
A oportunidade de vestir a camisa do Atlético surgiu após o acesso com o Avaí para a Série A do Brasileiro. Graças a Deus tive um ano de destaque e o Galo me deu a oportunidade de defender o clube.

Como é jogar no Atlético-MG?
Atlético é sinônimo de muita entrega, raça, e dedicação. Não basta ter só a parte técnica aprimorada. Para jogar no Galo tem que deixar tudo no campo, sair esgotado de todos os jogos para conquistar os objetivos. É um clube gigante, com uma torcida extremamente apaixonada e que nos ajuda durante as partidas.

Como você passou a ser chamado para a seleção? Jogou torneios fora do país?
Acredito que seja por conta das boas atuações que tive esse ano no Atlético-MG, estou tendo bons números no ano, isso acaba ajudando. Joguei agora meu primeiro torneio fora do país, com a seleção olímpica. Graças a Deus pude fazer boas atuações e fomos campeões do torneio de Toulon.

Fale sobre o sonho de ir à Olímpiada...
Disputar uma Olimpíada deve ser algo mágico, uma sensação que só pode sentir quando estiver lá, vivenciando tudo. Vou continuar trabalhando forte para agarrar essa oportunidade e poder representar meu país nos jogos olímpicos.

Quais as lembranças mais marcantes que você tem de uma Olimpíada?
A Olimpíada do Rio, em 2016, foi muito marcante, pois eu ia para as ruas assistir os jogos, comemorei muito com o ouro inédito do Brasil no futebol, e foi muito emocionante só de assistir aquilo. Por isso, trabalho muito para poder ter a oportunidade de disputar uma Olimpíada e conquistar a medalha para o Brasil. Deve ser um sentimento inexplicável.

Quais as maiores dificuldades que você enfrentou até ser profissional?
Acho que a as dificuldades que a grande maioria dos jogadores passa. Dificilmente você chega ao profissional sem passar por muitas barreiras, obstáculos. E graças a Deus, com o apoio da minha família, amigos, pude ultrapassar tudo isso e começar a conquistar meu espaço no futebol.