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Milionário árabe por trás de aventura brasileira no Egito agora lidera ex-time de Felipe Melo e Diego Alves

O Almeria, da segunda divisão espanhola, está sob nova direção há cerca de dois meses. E o dono, conhecido por não economizar, chegou ao clube com o pé na porta e a carteira aberta.

Para começar, está sorteando carros entre os torcedores que comparecem aos jogos do time em casa. E isso não faz nem cócegas no orçamento destinado ao clube para a temporada apenas com contratações, próximo de R$ 70 milhões.

O saudita Turki Al-Sheikh pode não ser tão reconhecido no Brasil pelo nome. Mas poucos, dentre os que acompanham futebol, não se recordam do movimento dele na temporada 2018.

No ano passado, Sheikh comprou um clube egípcio, o rebatizou como Pyramids FC e levou Keno e o técnico Alberto Valentim, ex-Palmeiras, e o meia-atacante Rodriguinho, ex-Corinthians para o norte da África.

Após algumas confusões, o Saudita decidiu vender o clube recém-rebatizado e rumou para a Europa. E, em menos de um mês, encampou uma revolução na tradicional equipe da Andaluzia.

Correndo contra o relógio que apontava para o fechamento da janela de transferências de verão, o saudita fez 13 contratações e oito dispensas, incluindo jogadores que haviam chegado ao clube há pouco tempo.

A comissão técnica também foi dissolvida, para chegada de homens de confiança de Turki. O técnico Óscar Fernández foi demitido após um e mês de chegada. Fou substituído pelo português Pedro Emmanuel, seu técnico de confiança,que ele conhecia do Pyramids.

Chegaram Ivan Balliu, Nikola Maras, Dragan Rosic, Radosav Petrovic, Jonathan Silva, Juan Carlos Lazo, James Ozornwafor, Valentín Vada, Ante Coric, Darwin Núñez, Isah Aliyu, Juan Muñoz e Arvin Appiah, o jogador mais caro a ser contratado pela equipe, vindo do Nottingham Forrest por 8,8 milhões de euros (R$ 39,5 milhões).

Saíram cinco jogadores que haviam chegado nas semanas anteriores, durante a janela de verão: Tano Bonnín, Aristote Nkaka, Gonzalo Bueno, Gianni Rodríguez e Simón Moreno. No total, Sheikh gastou R$ 67,3 milhões na formatação do elenco e comissão técnica.

O montante é mais de R$ 40 milhões maior que o do segundo maior gastador da competição, o Rayo Vallecano, que gastou R$ 22 milhões. Mesmo na primeira divisão, Alavés, Athletic Bilbao, Eibar, Getafe, Granada, Leganés, Levante, Mallorca, Osasuna, Valladolid e Villarreal gastaram menos que o Almeria.

O objetivo dele é claro: reconduzir o Almeria à primeira divisão. Se vai dar certo, o tempo vai mostrar. Mas a torcida agradece.