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Liga Inglesa fará análise econômica para evitar novos casos de expulsão como a do Bury

A English Football League (EFL), responsável pelas divisões inferiores do futebol inglês, a partir da terceira, realizará uma análise profunda para evitar que se repitam situações como a do Bury FC, expulso da terceirona por problemas financeiros.

O resultado da análise será uma série de recomendações para os clubes, com o objetivo de evitar que aconteça novamente o que ocorreu com o Bury e também com o tradicional Bolton Wanderers, que foi salvo da exclusão da chamada 'League One' de última hora graças a um comprador.

Segundo anúncio feito nesta quinta-feira (9) pela EFL, a análise será feita em conjunto com os clubes e encabeçada por Jonathan Taylor, especialista em temas comerciais e de regularização no esporte na empresa Bird & Bird.

O projeto será dividido em dois passos. Em um primeiro momento, o foco será examinar o contexto do Bury prévio à expulsão, levando em conta a insolvência, os donos do clube, as decisões da diretoria e os acordos orçamentários.

Também será levado em conta o papel da EFL em questões de regularização, sobretudo no momento de permitir a compra de um clube por parte de uma pessoa que logo em seguida o leve à quebra, um dos aspectos mais criticados no caso do Bury.

Depois dessa primeira etapa, será realizado um relatório que mostrará as causas dos problemas econômicos do clube em questão e que identificará as chaves necessárias para o futuro. A segunda fase será concentrada na EFL e no trabalho da entidade para garantir a sustentabilidade financeira das equipes.

A presidente da liga, Debbie Jevans, disse que a expulsão do Bury foi uma das decisões mais difíceis da história da organização e enalteceu o trabalho que será feito durante a pesquisa.

"A sustentabilidade financeira dos clubes da EFL é de vital importância para os torcedores ao redor do país, assim como para o crescimento e desenvolvimento da própria liga. A EFL reconhece a sua responsabilidade para examinar em que podemos melhorar a nossa regulação", destacou a dirigente.