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Mancha fez 1ª lista de dispensas do Palmeiras em 2017; veja com quem organizada 'acertou' e 'errou'

Na última quarta-feira, um dia após a eliminação na Libertadores para o Grêmio, a Mancha Alvi Verde, maior torcida organizada do Palmeiras, apresentou uma lista de dispensas com 11 nomes do atual elenco.

O rol tem Lucas Lima, Deyverson, Diogo Barbosa, Antônio Carlos, Edu Dracena, Marcos Rocha, Jean, Matheus Fernandes, Borja, Carlos Eduardo e Arthur Cabral.

Isso não é novidade, já que, em outras fases turbulentas, a uniformizada também agiu de forma semelhante.

Em novembro de 2017, por exemplo, a torcida fez forte protesto na porta da Academia de Futebol, após derrotas para Corinthians e Vitória no Brasileirão, e divulgou uma lista de dispensas.

Faziam parte desta relação os laterais Egídio e Fabiano, os zagueiros Luan, Juninho e Antônio Carlos, os volantes Arouca e Bruno Henrique, o meia Michel Bastos e os atacantes Róger Guedes, Deyverson e Erik.

Mas será que a Mancha "acertou" ou "errou" mais com seus pedidos?

Veja o que aconteceu com cada um dos atletas após a lista:

EGÍDIO

Apesar de ter sido campeão da Copa do Brasil 2015 e do Brasileiro 2016 com a camisa alviverde, Egídio sempre teve relação de "amor e ódio" com os torcedores.

Suas péssimas atuações na reta final de 2017, porém, fizeram os fãs perderem de vez a paciência com o ala.

Reconhecendo que o lateral não tinha mais clima para ficar no Palestra Itália, a diretoria palmeirense trouxe Diogo Barbosa, do Cruzeiro, e reintegrou o prata-da-casa Victor Luís, que estava emprestado ao Botafogo.

Com isso, Egídio retornou à "Raposa", que já havia defendido com sucesso entre 2013 e 2014.

Em 2019, Egídio ganhou o Campeonato Mineiro e acumula 30 partidas no ano pelos mineiros. Já Diogo Barbosa está na nova lista de dispensas da Mancha...

FABIANO

Chegou ao Palmeiras em maio de 2016, emprestado pelo Cruzeiro. Apesar de ter atuado pouco na temporada (só 10 partidas), ficou marcado pelo gol na vitória por 1 a 0 sobre a Chapecoense, no jogo que garantiu o título do Brasileiro aos paulistas.

Em 2017, começou bem a temporada ao ser comprado em definitivo pelos palestrinos, como parte do negócio que ainda trouxe o atacante Willian "Bigode" para o Allianz Parque e manteve o meia Robinho em Belo Horizonte. Depois, ainda se destacaria ao fazer o gol da vitória do emocionante 3 a 2 sobre o Peñarol, na Libertadores.

Contudo, jogou muito mal no restante do ano e acabou encostado por todos os treinadores que passaram. Acabou emprestado ao Internacional até o final de 2018.

Em 2019, foi reintegrado ao Verdão pelo técnico Luiz Felipe Scolari, mas não ganhou chances de jogar e sequer foi inscrito em competições. Em 19 de agosto, foi emprestado ao Boavista, de Portugal.

LUAN

Comprado por R$ 10 milhões do Vasco, foi com muita moral ao Palmeiras, principalmente por ter faturado a medalha de ouro com a seleção brasileira nos Jogos Olímpicos do Rio 2016.

Como chegou lesionado, demorou bastante para fazer sua estreia. Quando conseguiu voltar a jogar, porém, suas atuações não agradaram, especialmente no 2 a 2 com o Flamengo, no qual foi "dominado" pelo atacante Guerrero, e no 1 a 1 com o Atlético-MG, quando foi expulso. Ao todo, fez 21 partidas em 2017 e marcou um gol.

Em 2018, começou a temporada na reserva, mas se firmou como titular ao lado de Gustavo Gómez após a chegada do técnico Luiz Felipe Scolari.

Já nesta temporada, manteve o status de homem de confiança de Felipão, alternando grandes atuações com algumas partidas irregulares.

JUNINHO

O zagueiro foi outro que veio a preço de ouro para o Palmeiras. A equipe paulista desembolsou R$ 10,2 milhões para contratar o defensor, que também atua como lateral esquerdo, após o atleta se destacar pelo Coritiba.

Assim como Luan, porém, suas atuações não agradaram em nada aos torcedores. A pior delas aconteceu no empate por 2 a 2 com o Cruzeiro, já na reta final do Brasileirão 2017, quando ele fez um gol contra e tomou um verdadeiro "baile" no Allianz Parque.

Esquentou banco em 2018 até ser emprestado ao Atlético-MG, no qual também teve desempenho sofrível (chegou a falhar feio durante um jogo contra o próprio Palmeiras, no Allianz Parque).

Em 2019, foi reintegrado por Luiz Felipe Scolari no Palestra Itália, mas não teve chances e foi novamente repassado por empréstimo, desta vez ao Bahia.

ANTÔNIO CARLOS

Chegou ao Palmeiras em 2017 por indicação do técnico Eduardo Baptista, que havia comandado o defensor na Ponte Preta. Em seu ano de estreia, porém, teve pouquíssimas chances, e fez apenas oito partidas durante toda a temporada.

Apesar disso, o clube alviverde resolveu apostar no futebol do defensor de 24 anos, e renovou com o atleta - ele é vinculado ao Tombense-MG, time que o empresário Eduardo Uram utiliza para registrar jogadores.

Na pré-temporada, Antônio Carlos acabou conquistando a confiança de Roger Machado e iniciou 2018 como titular da defesa palmeirense. No restante da temporada, todavia, tornou-se reserva.

Em 2019, segue no elenco, tendo entrado em campo 22 vezes na temporada. Nestas oportunidades, alternou atuações seguras e partidas em que causou calafrios aos torcedores alviverdes.

AROUCA

Veio para o Palmeiras em 2015, após rescindir na Justiça com o Santos, como pedido do técnico Oswaldo de Oliveira. Titular absoluto, fez boas partidas e participou da conquista do título da Copa do Brasil, já sob o comando de Marcelo Oliveira.

No ano seguinte, porém, lesões atrapalharam o meio-campista, e ele perdeu espaço, fazendo só 16 partidas durante toda a temporada. No entanto, fez parte do grupo que faturou o Campeonato Brasileiro com o técnico Cuca à frente.

Em 2017, voltou a ser atrapalhado pelas contusões, e entrou em campo apenas uma vez no ano. Sem espaço e prestígio, foi emprestado pelo clube alviverde ao Atlético-MG por uma temporada, a pedido novamente de Oswaldo de Oliveira.

No ano seguinte, passou por novo empréstimo, desta vez ao Vitória. Mas nunca mais apresentou o futebol de outros tempos, e atualmente está sem clube.

BRUNO HENRIQUE

O volante chegou ao Palmeiras em junho de 2017, vindo do Palermo-ITA por 3 milhões de euros (R$ 12 milhões, na cotação atual) após pedido do técnico Cuca à diretoria.

Teve um bom início com a camisa alviverde. No entanto, seu rendimento caiu muito na reta final da temporada, e ele foi parar no banco de reservas, entrando na mira dos torcedores. Ao todo, marcou dois gols em 17 jogos.

Em 2018, começou entre os reservas com Roger Machado, e ao longo da temporada passou a jogar muito bem, conquistando a posição de titular de forma incontestável e formando uma ótima dupla ao lado de Felipe Melo.

Terminou a temporada com 14 gols em 63 partidas e enorme moral: com a faixa de capitão, foi o responsável por erguer o troféu do Campeonato Brasileiro.

Em 2019, renovou contrato e seguiu com enorme moral, fazendo grande temporada até a parada para a Copa América. Depois, seu nível caiu vertiginosamente.

MICHEL BASTOS

Após rescindir com o São Paulo no final de 2016, acertou de graça com o Palmeiras para 2017, com o time alviverde tendo apenas que bancar as luvas da negociação (R$ 1 milhão) e o salário de R$ 250 mil/mês do ex-seleção brasileira.

Apesar da boa passagem por clubes como Lille e Lyon no futebol europeu, jamais conseguiu se firmar como titular no Palestra Itália. Em diversos momentos da temporada, o meia chegou a atuar improvisado na lateral esquerda, como em seu início de carreira, também sem agradar.

Seguiu no elenco em 2018, mas se viu sem chances e acabou emprestado ao Sport para a disputa do Campeonato Brasileiro.

Em 2019, seu vínculo com o Verdão acabou, e ele acertou com o América-MG, time pelo qual só fez uma partida até agora.

DEYVERSON

Reforço mais caro do Palmeiras em 2017, custou 5 milhões de euros (R$ 19,7 milhões). Sua contratação foi um pedido do técnico Cuca, que gostou de suas atuações pelos pequenos Levante e Alavés no Campeonato Espanhol.

Logo que chegou, teve diversas chances como titular, se destacando pelo jogo aéreo e até marcando alguns gols. No entanto, sua pouca habilidade foi irritando os torcedores, que o vaiavam a cada bola perdida ou domínio errado.

Depois de marcar sete vezes em 20 partidas em 2017, ele seguiu no elenco palestrino na temporada seguinte, iniciando 2018 de forma catastrófica, com outras péssimas atuações e uma lesão que o tirou de campo por dois meses.

Após a chegada do técnico Luiz Felipe Scolari, porém, caiu nas graças do técnico por seu estilo de jogo e pelas brigas por bolas aéreas. Em meio a muitas polêmicas e loucuras, viveu um momento mágico nos últimos meses do ano passado, fazendo gols decisivos para a conquista do Brasileirão - inclusive o tento do título contra o Vasco, em São Januário.

Em 2019, tem só 6 gols em 30 partidas, e segue dando mais dor de cabeça do que alegrias aos torcedores. Hoje, é reserva de Luiz Adriano.

RÓGER GUEDES

Chegou ao Palestra Itália em 2016, após o técnico Cuca pedir sua contratação do Criciúma. À época, o time paulista desembolsou R$ 2,5 milhões por 25% dos direitos do atleta, com opção de comprar mais no futuro.

Logo que chegou, o "Diabo Loiro" teve impacto imediato. Com ótimas atuações, fez gols e deu passes decisivos para a conquista do Campeonato Brasileiro, encerrando a temporada em alta no Allianz Parque,

Contudo, as coisas ruíram em 2017. Apesar de ter atuado bastante na temporada (49 jogos, oito gols), irritou os torcedores com muitos erros. Sem tanta moral também dentro do elenco, acabou trocado com o Atlético-MG pelo lateral Marcos Rocha.

Teve um início fulminante pelo Galo e rapidamente chamou a atenção do Shandong Luneng, da China. Acabou negociado por aproximadamente R$ 10 milhões, dando um bom lucro ao Verdão.

ERIK

Trazido por R$ 13 milhões do Goiás em 2016, o atacante se notabilizou por marcar alguns gols importantes na conquista do Brasileirão 2016, como no 1 a 0 sobre o Internacional, que acabou com um longo tabu alviverde no estádio Beira-Rio.

Em 2017, porém, teve uma temporada para esquecer. Em todas as 14 vezes que entrou em campo, teve atuações pavorosas, atuando como ponta ou "falso 9", e virou um dos principais alvos da exigente torcida alviverde.

Sem espaço, teve sua contratação disputada por grandes clubes, como Vasco e Flamengo. No entanto, Erik acabou emprestado ao Atlético-MG até o final de 2018.

Não ficou até o final do período no Galo, retornando ao Alviverde e sendo repassado ao Botafogo. Com o time carioca, fez sucesso e agradou aos torcedores.

Em 2019, foi inicialmente reintegrado ao Palmeiras, mas não teve chances e acertou novo empréstimo ao Bota. Destacou-se e foi emprestado recentemente ao Yokohama Marinos, do Japão, pelo qual vem fazendo sucesso.

A esperança palestrina é acertar em breve uma venda, recuperando o investimento feito no atacante.