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No 1º jogo sem Diniz, Flu perde na posse de bola, mas volta a ficar sem tomar gol após quase 3 meses

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Julião usa Athletico-PR como exemplo e diz que Fluminense deve seguir no estilo de Diniz: 'Muito difícil desapegar; está no subconsciente' (0:37)

Ex-treinador foi demitido após a derrota para o CSA no último final de semana (0:37)

O Fluminense já foi diferente no primeiro jogo sem Fernando Diniz como comandante, um empate por 0 a 0 com o Corinthians pelas quartas de final da Copa Sul-Americana. Jogando fora de casa, o time tricolor perdeu a posse de bola que o caracterizou – mesmo jogando diante de um time que também não está tão acostumado assim a comandar as ações das partidas. O Flu, porém, conseguiu comemorar um feito que há tempos não acontecia: terminar um jogo sem tomar nenhum gol.

Com o interino Marcão de treinador – e com Oswaldo de Oliveira nas arquibancadas -, o Fluminense não fez questão de atacar como fez em outras partidas. Também não chegou a ficar recuado, mas deixou a bola com o Corinthians. Terminou com ‘apenas’ 44,3% de posse de bola.

Considerando apenas Sul-Americana, Brasileiro e Copa do Brasil, o Fluminense só teve menos posse de bola que o adversário em quatro dos 29 jogos da ‘era Fernando Diniz’.

Sem atacar muito, o Flu também acabou chutando bem menos. Foram apenas seis finalizações contra o Corinthians, sendo um no gol, uma bloqueada e quatro para fora.

Com Diniz, o time chutava 16 vezes por jogo em média.

A tradicional troca de passes também caiu bastante: de 558 na média do ex-treinador para ‘apenas’ 377 na Arena Corinthians.

Mas se perdeu força no ataque, o Fluminense se mostrou bem mais compacto defensivamente e terminou o jogo sem tomar um gol pela primeira vez desde o dia 9 de junho, quando terminou também em um 0 a 0 com o Flamengo.

Desde então, eram nove jogos seguidos com a defesa vazada em todos eles – 12 gols sofridos nesse período.

“Trabalhamos durante esse período. Posicionamos mais na conversa. Vínhamos em uma formação mista defensiva. Sabíamos que a bola parada deles era muito forte. Mas entramos muito concentrados e determinados. Fico feliz. Estávamos há muito tempo sem zerar”, comemorou o lateral Igor Julião.

Marcão diz que Oswaldo de Oliveira já 'contribuiu demais' e revela participação que ele teve antes do jogo

Apesar disso, porém, o discurso no Fluminense é de que a mentalidade ofensiva vai sim ser mantida.

“Vai ser muito difícil desapegar. Falando do Diniz, de novo, quando ele saiu do Athletico-PR, o time manteve esse estilo de posse de bola por bastante tempo. São coisas que estão no nosso subconsciente. Coisas que o Oswaldo não pediu, mas a gente acaba fazendo de tanto ter treinado com o Diniz. E ele (Oswaldo) não quer de desapegue não, a gente vai continuar, porque a posse de bola é uma coisa positiva desse time, dominar o adversário. Mas o jeito dele, que ele vai colocar, vai agregar com o nosso, eu acho”, completou o próprio Julião.

"É um trabalho que deixa muita coisa positiva. Quando a gente tem a bola, esse jogo pro adversário é muito difícil. É um estilo de jogo que não vamos perder, é a nossa essência. Somos mais fortes assim. Vamos tentar dar continuidade a isso até o final do ano", disse Nenê.

Com o 0 a 0 fora, o Fluminense agora joga por uma vitória simples contra o Corinthians no Maracanã na próxima quinta-feira para avançar às semifinais.