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Histórico ajuda contra o Flamengo? Inter não sabe o que é não virar um mata-mata na Libertadores

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Odair Hellmann lamenta resultado e fala em estratégia do Internacional bem executada até tomar primeiro gol (3:07)

Treinador analisou a derrota do time gaúcho no Rio de Janeiro por 2 a 0 (3:07)

O Internacional deixou o Maracanã com derrota por 2 a 0 para o Flamengo nas quartas de final da Copa Libertadores. A esperança para a virada no Beira-Rio, no jogo de volta na próxima semana, está no histórico colorado: nunca o clube saiu atrás em um mata-mata do torneio e não reverteu.

Desde que disputou seu primeiro duelo eliminatório na competição sul-americana, em 1980, o Inter só foi superado após empates ou mesmo vencendo o jogo de ida. Nas três outras oportunidades que acabou derrotado na primeira partida, a equipe foi buscar a virada no complemento do confronto.

Foi assim em 2006, 2010 e 2015, sempre com derrotas na ida fora de casa e vitória no Beira-Rio. Curiosamente, nas três ocasiões, o placar do segundo jogo foi de 2 a 0 a favor do Inter, suficiente para levar a decisão contra o Flamengo para os pênaltis na próxima quarta-feira, às 21h30.

A primeira virada veio há 13 anos, em 2006, quando também nas quartas, o Inter perdeu para a LDU no Equador por 2 a 1. Na volta, fez 2 a 0 e avançou para ir até final, na qual acabou campeão.

Já em 2010, ano do bicampeonato, a virada foi ainda maior, mais parecida com o necessário contra o Flamengo. Nas oitavas, o Banfield fez 3 a 1 na Argentina, mas acabou sendo batido pelos brasileiros por 2 a 0 na volta. A classificação colorada, de forma direta, veio graças ao gol marcado fora de casa.

Por fim, em 2015, o Internacional virou novamente nas quartas, sobre o Santa Fe, após perder por 1 a 0 na Colômbia. Os 2 a 0 se repetiram no Rio Grande do Sul e mais uma vez rendeu a vaga.

A temporada 2015 marcou também a última eliminação colorada, nas semifinais, diante do Tigres, do México. Naquela ocasião, porém, o Inter havia vencido o jogo de ida por 2 a 1, só que acabou sendo batido por 3 a 1 na volta, o que custou a vaga na final – os mexicanos foram vice-campeões.

As duas eliminações anteriores do Inter na Libertadores, em 2011 e 2012, aconteceram nas oitavas em cenários parecidos: empate no jogo de ida, derrota na volta, respectivamente, para Peñarol-URU (caindo em casa) e Fluminense (perdendo no Rio de Janeiro).

Todas as outras quedas coloradas em duelos eliminatórias do torneio foram também sem derrota no jogo de ida. Quando foi além das fases de grupos, o Inter ou empatou ou venceu a primeira partida.

Contra o Flamengo, para virar, o Inter precisa vencer por três gols de diferença. Se devolver os 2 a 0, levará a decisão da vaga para os pênaltis, enquanto qualquer outro placar com dois tentos de margem dá a classificação ao Flamengo, que também pode perder por um ou empatar no Beira-Rio.