<
>

Liverpool x Chelsea: o clássico dos gigantes que não gastam

play
Agora como técnico do Chelsea, Lampard reencontra o Liverpool, o time que mais enfrentou como jogador (1:46)

Blues e Reds se enfrentam nesta quarta (14), pela Supercopa da Uefa (1:46)

Mercado de transferências, momento em que os grandes clubes da Europa fortalecem seus elencos com reforços caros. Menos para Liverpool e Chelsea, que se enfrentam nesta quarta-feira pela Supercopa da Uefa, no Vodafone Park, em Istambul (Turquia), às 16h (de Brasília).

Os Reds desembolsaram apenas 1,9 milhão de euros na última janela, dinheiro destinado à compra do zagueiro Sepp van den Berg, de 17 anos, que estava no Zwolle. Além dele, o clube se reforçou com o goleiro Adrián, que estava no West Ham e se transferiu sem custos. O espanhol foi contratado para ocupar o espaço de primeiro reserva deixado por Simon Mignolet, mas será titular nas próximas semanas por conta da lesão de Alisson.

Sem gastar, o técnico Jürgen Klopp ainda fez o clube lucrar, uma vez que os Reds embolsaram 34,4 milhões de euros com saídas de atletas.

Foram 22,2 milhões de euros com Danny Ings, que estava emprestado e ficou em definitivo no Southampton, 7 milhões com a ida de Mignolet ao Brugge, além de três empréstimos. Harry Wilson (Bournemouth), Marko Grujic (Hertha Berlin) e Taiwo Awoniyi (Mainz 05) renderam 2,7 milhões, 2 milhões e 500 mil euros, respectivamente, aos Reds.

Atual campeão europeu, vice da Premier League e uma das marcas mais fortes do futebol, o Liverpool teria condições de se movimentar mais no mercado. Por exemplo, recontratar Philippe Coutinho, sem espaço no Barcelona. Mas não o fez por opção de seu treinador.

"Não estou comparando, mas olhem para o Barcelona, a grande equipe que conseguiram construir e manter junta durante seis, sete anos. Foi a chave do sucesso manter os mesmos jogadores identificados com a filosofia", afirmou Klopp, segundo declarações publicadas pelo jornal Telegraph nos últimos dias.

"Nós somos uma boa equipe e temos de nos manter juntos numa liga que está cheia de candidatos ao título, não andar contratando novos jogadores".

Ou seja, o grande reforço é a manutenção de um time vencedor e que tem tudo para ser ainda mais entrosado.

O Chelsea também vem de uma boa temporada, com título da Liga Europa, terceiro lugar da Premier League e vice da Copa da Liga Inglesa, mas não foi ao mercado por outro motivo. Os Blues foram punidos pela Fifa por violar regras para assinar com jogadores com menos de 18 anos de idade e, assim, estão proibidos de contratar atletas até o meio de 2020.

A única aquisição possível foi a de Mateo Kovacic, por 45 milhões de euros, uma vez que o meio-campista croata já constava no elenco na última temporada – estava emprestado pelo Real Madrid. Além dele, as principais caras novas vieram da base – caso do meia Mason Mount - ou retornaram de empréstimo.

O principal nome que chega é o de Christian Pulisic, por quem os Blues pagaram 64 milhões de euros em janeiro. O meia-atacante norte-americano permaneceu no Borussia Dortmund por empréstimo até o fim da última temporada. Kurt Zouma, Michy Batshuayi, Tiemoué Bakayoko e Kenedy são outros atletas que regressaram e podem ser utilizados por Frank Lampard. O mesmo vale para Tammy Abraham, que, inclusive, voltou para ser titular.

Encontrando tais limitações para fortalecer o elenco, o Chelsea ainda perdeu seu principal jogador. Hazard foi ao Real Madrid por 100 milhões de euros. Outra baixa sentida foi David Luiz, que acertou com o Arsenal no último dia do mercado, em uma transferência de 8,7 milhões de euros.

Por fim, o volante Danny Drinkwater foi emprestado ao Burnley até o fim do ano, o zagueiro Gary Cahill se transferiu sem custos ao Crystal Palace e Gonzalo Higuaín retornou de empréstimo à Juventus.