<
>

Copa América: Conmebol tira chefão do futebol argentino de cargo na Fifa após criticar VAR e CBF

A Conmebol divulgou comunicado nesta terça-feira em que retira o presidente da Associação de Futebol da Argentina (AFA), Claudio Tapia, de seu cargo no Conselho da Fifa após fortes críticas do dirigente.

Além disso, a confederação sul-americana cobrou que o cartola apresente provas das acusações feitas depois da eliminação argentina na semifinal da Copa América para o Brasil - a AFA questionou suposta interferência no VAR e pediu que imagens e áudio da conversa da arbitragem fossem divulgadas.

"O sr. Claudio Tapia enviu em 3 de julho passado uma nota para ser considera pelo Conselho da Conmebol. Em resposta a esse requerimento, se convocou uma reunião extraordinária do Conselho, cujo único ponto de Ordem do Dia foi analisar os termos daquela nota e escutar o sr. Tapia sobre suas 'reflexões pessoais'", começa o comunicado.

"As reflexões do sr. Tapia questionam a Confederação Sul-Americana de Futebol, a Confederação Brasileira de Futebol, a Copa América e as diversas competições organizadas pela Conmebol por um conjunto de reclamações de diferente natureza", diz continua.

"Em consequência, ante a gravidade das expressões mostradas publicamente pelo sr. Tapia, considerando a hierarquia de seu cargo e logo de lhe ter escutado na presente reunião convocada a seu requerimento, em exercício de suas atribuições estatutárias, o Conselho da Conmebol resolveu:

1. RETIRAR com efeito imediato a confiança ao sr. Claudio Tapia para exercer a representação interina da Conmebol ante o Conselho da Fifa.

2. CONVOCAR a eleição do representante da Conmebol ante o Conselho da Fifa conforme os regulamentos aplicáveis.

3. ENVIAR todos os antecedentes, inclusive a ata da presente reunião à comissão de Ética, para que o senhor Claudio Tapia apresente os antecedentes em que embasa a carta de data 3 de julho de 2019".

A Argentina detonou a arbitragem da semifinal da Copa América, e até Lionel Messi disse que o torneio estava "encaminhado" para o Brasil ganhar - depois, pediu desculpa