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Uruguai? Loquito, filho de Loco Abreu, se prepara para defender o México

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Loco Abreu é contratado pelo Rio Branco, e Tironi relembra história quando 'deu fora' no atacante à 1h da manhã (0:34)

Comentarista relembrou o tempo em que o uruguaio trabalhou na ESPN Brasil (0:34)

Diego Abreu, filho de Sebastián “Loco” Abreu, está focado em representar o México da melhor maneira em sua primeira convocação para a sub-16, sem deixar de lado que ele também pode ser selecionado pelo Uruguai. O jovem, de 15 anos, alto e canhoto como o pai, viaja nesta quarta-feira para o desafio.

"Descobri no sábado de manhã, voltando do treino. Minha mãe me mostrou a declaração de que o México enviou para o gerente de esportes e foi assim. Muito feliz, por que na verdade, para um jogador, a seleção é o que tem de mais bonito. Agora espero representar o México da melhor forma possível e o que virá no futuro veremos, mas vou me concentrar nessa experiência e tentar aproveitá-la ao máximo”, disse “Loquito”, como ele é chamado, à ESPN.

De acordo com a regra da Fifa, um jogador pode trocar uma vez de nacionalidade desde que tenha defendido um país apenas nas categoria de base. Como profissional, as exceções acontecem quando o jogador não esteve em campo em jogos que não são considerados oficiais.

O namoro com o México já aconteceu desde 2018, quando Loquito recebeu convite para atuar no país. "No ano passado, Pachuca veio falar com meu representante, mas, por uma série de motivos, não pude ir. A verdade é que o clube tem um ótimo nível, de lá saíram muitos bons jogadores do futebol mexicano."

O atacante do Defensor Sporting compartilhou que seu pai não se opôs ao chamado do México e que ele até o aconselhou a aproveitar sua primeira convocação.

"Meu pai me disse para apreciar, para que eu leve com a alegria que eu levo as coisas e que não fique nervoso, afinal, é uma experiência muito agradável. Ele não se envolve nisso, ele já sabe que eu sou grande e que posso tomar as decisões."

Loquito aproveitou a experiência de seu pai para trocar pontos de vista sobre a maneira de atuar. Loco quer o filho mais centralizado, enquanto Loquito prefere jogar em todas as posições do ataque.

"Ele diz que nós, os atacantes, temos que estar lá na área por que qualquer bola que for deixada lá, pingando na área, é para ser aproveitada, é nosso dever fazer gol. Sou um centroavante oportunista, gosto muito de sair para jogar fora da área, e é por isso que meu pai reclama, mas me sinto mais livre do lado de fora, girando e fazendo o jogo."

Ídolos

O jovem atacante tem entre seus ídolos o mexicano Raúl Jiménez, que atualmente joga pelo Wolverhampton Wanderers, além de outros sul-americanos.

"Tenho muitos (ídolos), dou o exemplo de Raúl Jiménez, que eu gosto da técnica de como ele cobra as penalidades, além de Edinson Cavani, pelo sacrifício que ele faz em campo, e também Lautaro Martínez, um goleador diferente."