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Papelão sem fim: a uma semana do começo do Argentino, campeonato ainda não tem regulamento aprovado

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A crise e a bagunça no futebol argentino, tão evidentes na seleção nacional, dão também o ar de sua graça na Superliga, o campeonato nacional do país. A uma semana e um dia da data prevista para o início da disputa, simplesmente não há regulamento definido.

A definição poderia sido atingida ontem, em reunião da qual deveriam ter participado ao menos treze clubes - a metade mais um. Mas não ocorreu, segundo o Olé.

Doze clubes sentaram-se à mesa de reunião na região de Puerto Madero, na capital Buenos Aires: River, Boca, Independiente, Racing, San Lorenzo, Huracán, Vélez, Atlético Tucumán, Unión, Godoy Cruz, Defensa e Talleres.

A passos dali, no Hilton, onze clubes - não por acaso os mais interessados em evitar o rebaixamento do que em conquistar o título - boicotaram o encontro: Estudiantes, Gimnasia, Rosario Central, Newell's, Argentinos, Lanús, Banfield, Colón, Patronato, e os dois recém-promovidos, Arsenal e Central Córdoba de Santiago del Estero. O pequeno Aldovisi não enviou ninguém.

Uma discordância está no sistema de rebaixamento. Os onze rebeldes querem que não exista mais o uso do chamado "promedio", um cálculo que cruza a pontuação da temporada com um coeficiente de desempenho dos últimos anos para chegar aos quatro rebaixados de cada torneio.

Além disso, não há acordo também no que toca ao número de clubes que devem cair a cada ano. Os revoltados querem que apenas dois sejam rebaixados, ao contrário de quatro, como foi na última temporada.

Por fim, os clubes também não se acertam quanto à perda de pontos para os clubes que não pagarem salários em dia ou tiverem outros tipos de problemas financeiros.

Com o impasse, os dirigentes falam de dois caminhos possíveis: uma parte entende que o campeonato não pode ser disputado sem o consenso. Outros, simplesmente entendem que basta a repetir a fórmula da temporada anterior.

Os 12 clubes que aguardavam a reunião, após uma hora de espera, foram informados pelos presidentes de Argentinos Juniors, Banfield e Gimnasia, que se dirigiram ao local, avisaram que não dariam quórum para ratificar o encontro.

Pelo visto, ainda vai passar muita água por baixo da Ponte de Avellaneda, antes que haja um acordo.