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Copa América: pênalti para o Peru contra o Brasil não deveria ter sido marcado de acordo com as regras

O Peru voltou para o jogo contra o Brasil na final da Copa América após o árbitro marcar um pênalti de Thiago Silva por uso da mão. No lance, o zagueiro dá um carrinho e se apoia no braço, que intercepta a trajetória da bola. De acordo com as regras do jogo, porém, a infração não deveria ser marcada.

O último documento divulgado pela International Board (IFAB), órgão responsável pelas regras do futebol, é de março de 2019. A circular número 15 estabelece novas interpretações à polêmica infração de mão na bola.

A Conmebol, por sua vez, confirmou que as regras utilizadas seriam as definidas pela IFAB. No Artigo 1º, inciso 8º do regulamento da Copa América, está escrito: “serão de aplicação as regras do jogo da IFAB, os estatutos da Conmebol e a normativa pertinente em vigor deste organismo.”

O item C da Circular 15 da IFAB é claro sobre as infrações de bola na mão. Ele discorre:

Um jogador não será normalmente penalizado quando a bola tocar na sua mão/braço se:

  • a bola bater antes no próprio corpo do jogador, ou no corpo de outro jogador (de qualquer time) que estava próximo, como se fosse quase impossível evitar contato com a bola

  • um jogador cair e sua mão/braço está entre seu corpo e o chão para apoio.

A opinião de Renata Ruel, especialista de arbitragem da ESPN, vai nessa linha.

“Não foi pênalti, o braço estava como apoio”, disse a comentarista.

No Maracanã, o árbitro Roberto Tobar assinalou a infração e foi avisado pelo VAR para revê-la. Após rápida consulta no monitor à beira do campo, contudo, o chileno manteve sua decisão.