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Copa América: Quartas de final têm 'greve de gols', Messi-independência e fim da perfeição

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Times entram para segurar o resultado? Comentaristas analisam quartas de finais com menos gols na história (4:56)

Essa edição da Copa América marcou essa fase com poucas vezes a rede sendo balançada (4:56)

As quartas de final da Copa América chegaram ao fim na noite deste sábado, com a classificação do Peru nos pênaltis diante do Uruguai após empate por 0 a 0 - o terceiro desta fase da competição.

Não fosse a Argentina, este estágio terminaria sem nem uma bola na rede sequer durante os 90 minutos.

De acordo com o MisterChip, conta no Twitter sobre estatísticas do futebol, esta é a primeira vez de uma competição de seleções em que sete dos oito quadrifinalistas não fazem gols. Os argentinos impediram que fossem todos a alcançar a marca ao bater a Venezuela por 2 a 0.

Aliás, o triunfo alviceleste veio em uma partida em que, mais uma vez, Lionel Messi não apareceu com destaque. O fato de o craque não vir sendo o protagonista está repercutindo na imprensa local.

Outro aspecto que se repetiu envolvendo o camisa 10 foram as reclamações aos gramados brasileiros. Desta vez, ele soltou o verbo após a partida no Maracanã. “A verdade é que os gramados são uma vergonha. É difícil controlar a bola, ela fica parecendo um coelho", declarou.

Anteriormente, havia sido a Arena do Grêmio, que, na última quinta-feira foi alvo das críticas de Tite. "É absurdo alto nível ter um campo com tamanha dificuldade para tocar. Entra no pivô, tem que dar três toques para jogar. É absurdo a qualidade do gramado. Alto nível não concebe esse tipo de gramado", disse o treinador da seleção brasileira, após o triunfo nos pênaltis diante do Paraguai.

O time verde e amarelo pressionou, finalizou 26 vezes, mas não conseguiu tirar o zero do placar. Alisson ainda se confirmou como um dos destaques ao fazer uma defesa incrível nos 90 minutos e pegar a penalidade de Gustavo Gómez.

Se os gols não saíram nos 90 minutos, Chile e Peru mostraram como se faz quando a bola está na marca do pênalti. Ambos converteram todas as suas cobranças, e foram quase todas indefensáveis. Craques como Roberto Firmino e Luis Suárez, por sua vez, erraram.

A perfeição chilena nos pênaltis acabou derrubando a perfeição da Colômbia, que era a única equipe com 100% de aproveitamento, com uma vitória contundente sobre a Argentina e triunfos diante de Catar e Paraguai. O desempenho já tinha sido comprometido com o empate sem gols, mas foi ainda mais frustrado com a eliminação.

Com os resultados, as quartas de final desenharam dois dos maiores clássicos do futebol sul-americano nas semis: Brasil x Argentina e Chile x Peru.

Do lado de fora de campo, a presença do público trouxe notícias distintas dos quatro confrontos do mata-mata.

Para a partida entre Chile e Colômbia, a Arena Corinthians recebeu um público total de 44.062 pessoas, quase toda sua capacidade operacional na Copa América, que é de 46.875. Para ser mais exato, houve ocupação de 94% do estádio.

Na Arena do Grêmio, também houve uma taxa acima de 90%, com os 48.211 registrados no estádio que poderia receber até 53.499. Foi o maior número apresentado por Porto Alegre na competição.

O Maracanã só preencheu 71,8% de sua capacidade de 69.763 no triunfo da Argentina, mas registrou o terceiro maior público do torneio, com 50.094 - somente Brasil x Bolívia e Chile x Uruguai tiveram uma quanitade superior.

A situação na Fonte Nova para a classificação peruana, no entanto, foi bem diferente. Nem 44% do estádio foi ocupado. Houve 21.180 pessoas em uma arena que poderia receber até 48.435.

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