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Ídolo do Fluminense, Conca conta como era ganhar mais do que Messi e Cristiano Ronaldo: 'vertigem'

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Nicola: 'Lyon fez oferta de 12 milhões de euros por Pedro, do Fluminense' (0:44)

Comentarista explica como o time francês foi atrás de três jogadores brasileiros (0:44)

Ídolo do Fluminense, campeão do Campeonato Brasileiro de 2010, Darío Conca se transferiu para o Guangzhou Evergrande em julho de 2011 e 'abalou' o mundo do futebol por conta das altíssimas cifras que envolveram a negociação.

Talentoso, a transferência para a China lhe colocou no mesmo patamar de Cristiano Ronaldo e Messi, pelo menos no quesito salarial. O argentino foi para a Ásia por 10 milhões de euros, recorde de transferência para a China na época, e ganhando 10,5 milhões de euros por cada uma das três temporadas que passaria no time.

Na época, o que receberia de salário rivalizava com o camisa 7 do Real Madrid e o camisa 10 do Barcelona, além de que era, disparado, maior do que recebiam outros craques de gigantes europeus.

"Foi difícil. Me incomodava um pouco porque só se falava do que eu cobrava e parecia que não valia o que fazia em campo. Dava um pouco de vertigem... Porém, também felicidade pelo que joguei. Dizia-se que eu era o mais bem pago, o terceiro. Creio que estava no Top 10 dependendo dos ingressos por imagem. Trabalhei duro, me entreguei ao máximo e aproveitei a oportunidade", afirmou Conca, que se aposentou aos 36 anos, em entrevista ao jornal Marca.

Com o time, conquistou o tricampeonato Chinês (2011, 2012, 2013) e uma vez a Copa da China (2012).

Em 2017 o jogador retornou ao Brasil para defender a camisa do Flamengo, grande rival do Fluminense, e mesmo tendo feito apenas três partidas, conheceu Vinicius Jr., promessa do Real Madrid, e elogiou o garoto: "O vi pela primeira vez no Flamengo quando treinou conosco. É inteligente, rápido. Vai ser importante".

Agora aposentado após uma temporada de despedida no Austin Bold, dos Estados Unidos, o jogador também comentou o novo momento que está passando: "Sabia que pararia quando não estivesse feliz. Busco algo diferente. Sempre gostei de jogar golfe. Treino todos os dias durante duas ou três horas e gostaria de competir. Também estou me preparando para ser treinador", afirmou.

"Me espelho em Simeone. Suas equipes tem alma, são aguerridos, com ritmo. Lindo de se ver. E devemos recuperar na Argentina a figura de garra. Nos meus onze, nunca faltará", concluiu sobre se tornar técnico.