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Técnico do Paraguai promete revolução na Copa América e diz que seleção o motiva por realizar sonhos

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Derlis González e Óscar Romero lamentam ausência de Neymar na Copa América e destacam dificuldade no grupo (1:51)

Dupla de ataque do Paraguai exaltou grupo complicado da seleção (1:51)

Com 49 anos e uma carreira iniciada em 2011, o treinador Eduardo Berizzo já deixou de ser considerado um novato há alguns anos, mas para a seleção do Paraguai ele é um novato. Fez apenas quatro jogos no comando da equipe, que assumiu em fevereiro às pressas por causa da Copa América. Neste domingo, ele fará o primeiro jogo oficial, justamente pelo torneio continental, contra o Catar, no Maracanã, às 16h (de Brasília).

Antes assumir a Albirroja ele passou por cinco clubes, sendo um argentino, um chileno e três espanhóis. Disse que abandonou a carreira em clubes e aceitou o Paraguai para ter uma satisfação pessoal.

"A principal diferença ou a principal razão para a troca, deixando de treinar clubes e assumir uma seleção, foi sentir a sensação de ver o jogador realizar-se por defender sua pátria. É diferente nos clubes, onde há outras razões profissionais. Na seleção é possível ver o sonho que eles tinham quando meninos se realizar. Essa foi a minha principal razão para aceitar a troca na carreira e estou bastante feliz", disse o treinador, que já foi zagueiro e é natural de Cruz Alta, na Argentina.

A declaração foi dada na tarde deste sábado, em coletiva de imprensa no estádio do Maracanã, antes de a equipe fazer o treino de reconhecimento do campo.

Com apenas quatro jogos pelo Paraguai e diante de seu maior desafio, Berizzo também fez promessas ousadas. Disse que os torcedores vão ver um time preocupado em ter o controle da posse de bola, agressivo no ataque e capaz de se defender desde o campo de ataque.

Os números que ele tem para apresentar hoje mostram o tamanho da dificuldade para colocar isso em prática: são duas derrotas, um empate e uma vitória. Cinco gols pró e seis contra. Desempenho modesto neste início de trabalho.

"Hoje somos uma equipe versátil", disse. "Encontrei no Paraguai o espírito que buscava. Essa fúria para jogar bola. Temos uma geração de bons jogadores, tanto para a defesa como para o ataque. Podemos fazer um bom jogo aéreo ou simplesmente ter a posse de bola para usar como nossa arma".

"Vamos ver se podemos escrever uma história própria jogando assim e voltar ao Mundial", disse Berizzo, lembrando que o Paraguai ficou fora das duas últimas Copas.

Paraguai e Catar jogam pelo Grupo B, que tem ainda Argentina e Colômbia.