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Copa América: Qual é o objetivo da Colômbia?

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Copa América: 'Bruxos' de Salvador arriscam palpite para Argentina x Colômbia (1:06)

Os populares ganham a vida pintando o corpo dos turistas com tinta branca e apostam em vitória hermana na estreia. (1:06)

“A primeira motivação é deixar algo à história do país, é uma geração que fez muitas coisas boas nestes dois Mundiais e esperamos solidificar isso com um título.”

Na primeira entrevista coletiva dada em solo brasileiro, um dos jogadores com maior experiência da seleção colombiana deixou claro qual é a expectativa do elenco, que muitas vezes pouco tem a ver com a do povo que o apoia. Camilo Vargas disse de forma clara que o objetivo é coroar com um troféu um trabalho de uma geração que já leva quase dez anos no melhor nível.

Em 29 de fevereiro de 2012, José Pekerman revelou sua primeira convocação. David Ospina, Cristian Zapata, James Rodríguez, Juan Guillermo Cuadrado e Radamel Falcao García fizeram parte da lista. Todos estão hoje no hotel Catussaba, em Salvador. Também foram citados naquela oportunidade Bernardo Espinosa, Carlos Sánchez, Abel Aguilar e Teo Gutiérrez, que integraram a seleção até poucos meses atrás. A vigência de uma coluna vertebral é uma das bases do sonho colombiano nesta Copa América.

É um lugar comum afirmar que todos os participantes de uma competição internacional chegam com a intenção de dar a volta olímpica. E quase uma obviedade.. No entanto, a realidade indica que cada seleção tem sua meta particular em um certame da hierarquia da Copa América. É necessário levantar uma ambição realista para planejar a disputa. A Colômbia, como Argentina, Brasil e Uruguai, vai em busca da consagração.

“Todos sabemos que vestir a camisa da seleção é um prazer, mas também um compromisso, nosso objetivo é o Mundial, mas com esta camisa lutamos por tudo o que vem. Nos preparamos para fazer a melhor Copa América”, disse Vargas, cuja primeira convocação internacional foi em agosto de 2012 e nunca mais deixou o time tricolor. O goleiro do Deportivo Cali é um dos que já tem duas Copas do Mundo nas costas e sua palavra é uma referência.

A mudança de comissão técnica pode gerar certas dúvidas a respeito das possibilidades colombianas. É que a adaptação em ambos os sentidos (dos jogadores ao técnico e do técnico aos jogadores) nem sempre é tão simples. Mas em cada ocasião os atletas da seleção expressaram sua conformidade e até alegria com Carlos Queiroz. A saída de Pekerman foi traumática por sua importância absoluta na transformação positiva da Colômbia, e por isso significava bastante para cada um dos integrantes do plantel. O fato de que se tenha contratado um treinador de perfil similar foi chave para que se mantenha o espírito e a transição seja natural.

Além disso, tal como afirmou Vargas na entrevista coletiva de terça-feira, a Colômbia fez a mudança de geração antes que outras seleções, como a Argentina. Pekerman incluiu jovens durante os meses prévios ao Mundial, e hoje estão afirmados. Yerry Mina, Davinson Sánchez, Jefferson Lerma e Wilmar Barrios são peças-chave da ideia do português e já têm uma boa experiência internacional. Isso vale – e muito – em um contexto como o que se viverá no Brasil.

Os melhores jogadores colombianos não chegam em seu melhor momento? É certo, como também é certo que todos se potencializam com a camisa tricolor. O caso mais emblemático é James Rodriguez, que, se está bem fisicamente como parece, poderia ser uma das grandes figuras da competição. O atleta é o típico 'jogador de seleção', que se sente inclusive mais cômodo à serviço da Colômbia do que em outro time. Demonstrou isso na Copa do Mundo de 2014, na Copa América Centenário e também nos poucos minutos que teve na Rússia.

Coesão de grupo, experiência, juventude, talento e uma comissão técnica que alcançou rápido a equipe. Isso a Colômbia tem para a Copa América no Brasil. E são as razões pelas quais as expectativas são as mais altas e o objetivo é claro: o título.