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Carille se segura, mas Corinthians promete agir contra árbitro

Fábio Carille precisou ser contido pelos jogadores do Corinthians em um momento de fúria e descontrole depois da derrota para o Santos, na Vila Belmiro.

“O professor reclamou com razão sobre a marcação do impedimento e acho que o arbitrou falou algo que desrespeitou o Carille”, comentou Ralf, à Globo, na saída de campo.

Após ir ao vestiário e esfriar a cabeça, o treinador apareceu novamente no gramado para conceder entrevista coletiva e claramente tentou se segurar nas palavras para não sofrer algum tipo de punição.

“O lance do Avelar não estava impedido, que o Clayson termina com o gol. A orientação é que qualquer dúvida é para esperar o lance acontecer, para depois ir para o VAR. Ele (o bandeira) levantou lá, depois dá um impedimento de tiro de meta, que é coisa que não pode acontecer, é básico do futebol”, explicou Carille.

“Fui lá (falar com o árbitro), em 153 (agora 154) jogos pelo Corinthians, foi a primeira vez que aconteceu. Uma coisa feia, mas fui lá numa boa e ele foi muito sem educação comigo. Por isso aconteceu tudo aquilo”, completou.

Questionado se foi xingado de “vagabundo”, o comandante corintiano voltou a evitar ainda mais a polêmica.

“Vamos deixar isso para lá. Não queremos perder tempo nesses 20 dias de trabalho”, concluiu.

Já Duílio Monteiro Alves, diretor de futebol do clube paulistano, deixou claro que a instituição deve, sim, se manifestar oficialmente contra o árbitro carioca Wagner do Nascimento Magalhães junto à CBF.

“Foi, sem dúvida (ofendido). O Fábio vocês acompanham o trabalho dele, são 154 jogos, nunca vi ele assim. Vamos olhar com calma as imagens. Se realmente foi ofendido, a gente vai ver o que é possível fazer, e faremos”, avisou.