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Liga espanhola tem medo que craques esqueçam campeonato nacional para jogar só na 'Nova Champions'

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A proposta de uma nova Champions League, desenhada pela UEFA e também pela Associação Europeia de Clubes (ECA), causa preocupação nos dirigentes de LaLiga. O medo é que os campeonatos nacionais percam relevância com a nova configuração do calendário.

Uma carta assinada por sete dos nove clubes espanhóis que pertencem à ECA – com Barcelona e Real Madrid ficando de fora – rechaça o novo torneio por ser um ataque frontal às competições domésticas e ao equilíbrio da competição.

Um documento que está em posse dos responsáveis por LaLiga afirma que o novo torneio, com alguns meses e oito rodadas a mais, provocará uma diminuição no montante que as ligas domésticas ganham com os torneios nacionais.

Com menos dinheiro no mercado nacional e mais investimento na nova liga, a preocupação de LaLiga é no aumento do desequilíbrio competitivo. O informe da liga afirma, em determinado momento, que as equipes que não participarão do novo campeonato “não poderão manter seus bons jogadores”.

Além disso, com um torneio continental mais longo e forte, a federação entende que é cabível imaginar um favorecimento dos craques a ele, deixando de lado as competições nacionais, algo similar ao que acontece às fases preliminares de Copas.

Além da questão financeira, também é questionada a formula de disputa. Oito equipes serão “rebaixadas”, com o acesso vindo de quatro times da Europa League e outros quatro de ligas nacionais, com um máximo de cinco clubes por país.

LaLiga acredita que o formato irá “praticamente fechar” os participantes, com “uma diminuição média do valor patrimonial dos clubes europeus em torno de 50% no primeiro ano”.