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Neymar chega a hospital de cadeira de rodas para exames, recebe visita de Bolsonaro e volta a hotel carregado

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Bolsonaro chega a clínica para visitar Neymar; veja (0:44)

Atacante machucou o tornozelo direito durante amistoso da seleção brasileira (0:44)

Neymar entrou de cadeiras de rodas no hospital para onde foi levado para realizar exames no tornozelo direito, pouco depois da vitória da seleção brasileira sobre o Catar, por 2 a 0, no Mané Garrincha, em Brasília. Depois, voltou ao hotel em que o time está hospedado e acabou tendo que ser carregado para descer da van que o trazia de volta. Ainda não há um posicionamento oficial sobre a gravidade da lesão.

O veículo entrou pelos fundos do hotel, evitando o assédio de torcedores que aguardavam o retorno da delegação. A imprensa também não pode se aproximar para registrar a chegada.

O atacante foi levado para o Hospital Home, clínica especializada em ortopedia. Lá, pouco depois de chegar, recebeu a visita do presidente Jair Bolsonaro - que, mais cedo, havia manifestado apoio a ele em relação à acusação de estupro. O mandatário máximo do país até postou foto nas redes sociais ao lado do jogador - que apareceu sorrindo, apesar da lesão.

Neymar deixou o amistoso contra o Catar depois de apenas 16 minutos. Quando o segundo tempo tinha início em campo, deixou o Mané Garrincha de muletas e acompanhado do pai em uma van. Com eles, estava também o médico Felipe Kalil.

O camisa 10 sentiu o tornozelo esquerdo após dividida com Assim Madebo no meio-campo. Seguiu em campo, apesar das dores, e logo depois viu o Brasil abrir o placar com Richarlison. Imediatamente, o camisa 10 correu para o banco de reservas e não teve condição de voltar.

O problema foi no tornozelo direito, nada relacionado ao joelho esquerdo que o tirou de alguns treinos durante o período de preparação em Teresópolis. O mesmo local, contudo, foi atingido por Miranda em lance no treinamento de terça.

Ao deixar em campo, Neymar foi apoiado por dois membros da comissão técnica. Já com gelo no local lesionado, o atacante chorava e não colocava sequer o pé no chão rumo ao vestiário. A região ficou bastante inchada, como é normal em traumas do tipo.

Somente os exames mais detalhados revelarão a gravidade do problema, que pode, ou não, tirar o jogador da Copa América – para o corte, a lesão terá que ser constatada também pela Conmebol, e Tite terá até um dia antes da estreia, na próxima sexta, para a troca.