Não estava previsto o encontro de Cuca com a imprensa na tarde desta sexta-feira. Mas o treinador do São Paulo acabou atendendo os jornalistas e concedeu uma entrevista para pedir desculpas e explicar as declarações dadas por ele na última quarta-feira, ainda em Salvador.
Na ocasião, após a queda na Copa do Brasil, ele disse que um dos problemas é que havia um processo de reformulação e que a não saída de jogadores estava atrapalhando.
"Foi uma declaração para mostrar que tem um planejamento e ele segue. Reconheço que foi errado e sem querer, acabou expondo os jogadores. Peço desculpas. Mesmo experiente, eu errei. Às vezes numa coletiva, questionado por diversos assuntos, acabei errando. Até já pedi desculpas aos jogadores", afirmou.
Cuca admitiu que o ambiente de pressão atrapalha o trabalho. Inclusive, um protesto de torcedores foi marcado para a manhã de sábado. Mas relembrou que não é a primeira vez que vivencia isso no futebol. E foi firme.
"Não estamos no fundo do poço. Estamos em um 4º lugar e vamos reagir", assegurou.
"A coisa que mais quero é ser campeão aqui. Tem de ter calma, equilíbrio. É um time novo. Não apenas jovem. Mas novo. Foi formado recentemente. Tem de ter tempo. A engrenagem funcionou por um tempo e parou. Tem de voltar a funcionar", completou.
O time volta a campo no próximo domingo para enfrentar o Cruzeiro, no Pacaembu, pela 7ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Confira a entrevista de Cuca
Conversa com a diretoria
"Foi uma declaração para mostrar que tem um planejamento e ele segue. Reconheço que foi errado e sem querer. Acabou expondo os jogadores. Peço desculpas. Mesmo experiente, eu errei. Às vezes numa coletiva, questionado por diversos assuntos, acabei errando. Até já pedi desculpas aos jogadores"
Protesto da torcida
"Já participei disso em muitos clubes. É o outro lado. Um mês atrás estávamos no Morumbi com eles nos incentivando para a semifinal contra o Palmeiras. Quero dar um recado para eles: não estamos de braço cruzados. O resultado vai vir. Mas domingo não pode protestar. Tem de incentivar para a gente ter uma chance de vencer"
Maior desafio da carreira?
"Em 2016, aqui do lado (no Palmeiras), tomamos uma goleada para o Água Santa e eu falei que seríamos campeão. Parecia loucura, mas aconteceu. A gente não está no fundo do poço. Estamos em um quarto lugar e vamos reagir. Não sei se vamos ser campeões, mas vamos reagir"
Relação com a diretoria
"Muito transparente, muito claro, muito honesto. Não é hora de falar disso. Coisas que temos de trabalhar internamente, vamos trabalhar internamente"
Objetivo no Brasileiro
"Pode ser uma vaga de Libertadores. Vamos pensar. Mas porque não podemos pensar em ser campeão. Mesmo em um momento ruim. Tem de ter grandeza e confiança"
Reunião com o elenco
"Vários temas. Falamos de levantar a cabeça. Amanhã tem protesto e nós criamos ele. Temos de criar condições para sair dele. Um time grande quando fica tempo sem vencer e vem enfileirado fracassos é difícil"
Falta de títulos
"É um conjunto. Se você está em dia, se é campeão da Libertadores, vai ter gordura para queimar. Vai ter um tempo. Hoje não tem essa gordura. Tá em dívida e eu vou pagar"
Brasileiro é obrigação?
"A coisa que mais quero é ser campeão aqui. Tem de ter calma, equilíbrio. É um time novo. Não apenas jovem. Mas novo. Foi formado recentemente. Tem de ter tempo. A engrenagem funcionou por um tempo e parou. Tem de voltar a funcionar"
Problema é psicológico?
"Não adianta nada. Técnica e tática. Tem de ser aqui [aponta cabeça e coração]"
Problema no ataque
"Não gosto de falar em números. Parece uma defesa. Tivemos 12 oportunidades lá. Não deu. Tem de ter persistência. Não calma. É persistência. Eu tento passar para eles confiança e naturalidade"
