<
>

Presidente de Gana cobra, fala em 'interesse nacional', e atacante desiste de aposentadoria da seleção em menos de 48h

play
Fifa confirma Copa do Catar com 32 seleções; Bertozzi explica empecilhos: 'O regulamento com 48 seria bizzaro' (2:02)

Comentarista analisou os fatores que levaram Infantino a desisitir da ideia, pelo menos para a próxima copa (2:02)

Na segunda-feira, o atacante Asamoah Gyan, um dos principais jogadores da história de Gana, anunciou sua aposentadoria da seleção nacional. A decisão veio por conta da perda da faixa de capitão e causou comoção nacional, com participação inclusive do presidente do país, Nana Akufo Addo. Na terça-feira, o governante fez uma ligação para o ídolo nacional tentando reverter a aposentadoria.

Na conversa, Nana Akufo disse para o atacante colocar o “interesse nacional” acima das questões pessoais e reconsiderar sua opção. De acordo com o diretor de comunicações de Gana, Eugene Arhin, o presidente estaria preocupado com a reação do povo ganês com a aposentadoria de um ídolo deste calibre. “O presidente Akufo Addo conversou com Gyan e o informou da preocupação com a reação do povo diante da notícia”, disse em comunicado oficial.

De cabeça fria, Asamoah Gyan voltou atrás na sua decisão. Em uma carta aberta ao povo ganês, o atacante disse que “teve a oportunidade de conversar com o pai da Nação, o presidente da república. Vossa Excelência Nana Addo Dankwa Akufo-Addo, que respeitou meus desejos expressos na carta de 20 de maio e pediu para eu reconsiderar minha decisão de me aposentar definitivamente dos Estrelas Negras”.

“Eu recebi o pedido de Vossa Excelência Nana Addo Dankwa Akufo-Addo de boa fé e me deixo disponível para a convocação do técnico Kwesi Appiah”, concluiu. Aos 33 anos, o atacante é esperança da seleção na Copa Africana de Nações, que começa em 21 de junho.

Asamoah Gyan é o maior artilheiro da história de Gana, com 51 gols marcados em 106 jogos disputados, também a maior marca do país. Disputou três Copas do Mundo entre 2006 e 2014 e o momento mais marcante veio em 2010, quando o atacante desperdiçou pênalti no último minuto da prorrogação das quartas de final contra o Uruguai. Nas penalidades, os sul-americanos se classificaram para a semifinal.