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Presidente do CSA detalha planos de chineses após nova reunião e já os espera em Maceió

O presidente do CSA, Rafael Tenório, se reuniu com três chineses na última semana para tratar sobre a possibilidade de investimento no clube alagoano. Segundo ele, o grupo não revelou seu nome, mas estaria mesmo disposto à parceria. O dirigente agora os espera em Maceió.

“Fiz uma conferência com três chineses na última quarta-feira. Um estava em Miami, outro em São Paulo e um terceiro em Belo Horizonte. Eles falaram do interesse no CSA e comentaram sobre a ideia de também comprar um clube da quarta divisão do Brasileiro”, disse Tenório, em entrevista a Jorge Nicola, comentarista dos canais ESPN, em seu blog no “Yahoo”.

O cartola fez questão de ressaltar, porém, que não se trata de uma venda do CSA. “A ideia é fazer uma parceria por meio de uma S.A. (sociedade anônima). Inclusive, já entramos em contato com o Botafogo-SP, que abriu recentemente uma S.A, para entender qual o melhor caminho.”

“A proposta é a seguinte: se tornar patrocinador máster do clube e formar parceria no departamento de futebol profissional e na base. Não haveria envolvimento de patrimônio, comunicação, marketing e outras áreas como essas”, complementou.

Sobre o que os chineses teriam em troca, o presidente da equipe respondeu assim: “De um investimento inicial, ainda não definido, além de 70% de retorno para os investidores em cima de receitas futuras, com 30% para o clube (vale, por exemplo, para um garoto vendido). Eles também disseram ter prioridade em investir no centro de treinamento e na construção de uma arena.”

Segundo Tenório, nas conversas até o momento, não se falou em valores. “Os chineses pediram uma radiografia do clube, para ver como está a instituição. Eles querem uma série de documentos, como os balanços de 2016, 2017 e 2018, um relatório de receitas e despesas, a relação dos passivos...”

“Vamos enviar nesta quarta-feira toda a documentação pedida e, no fim do mês, os chineses vêm até Maceió para conhecer o CT, o estádio, a população, o PIB...”

Já em relação ao fato de o grupo não revelar seu nome, o dirigente não se preocupa. “Eu acho que está certo. Aprendi que segredo é a alma do negócio, então, melhor assim.”