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Chefão da liga espanhola pede expulsão de PSG e City da Champions: 'Brinquedos de Estado'

O presidente de LaLiga, Javier Tebas, gerou enorme polêmica no futebol europeu nesta terça-feira.

O cartola, que comanda o campeonato dominado por Real Madrid e Barcelona, pediu que Manchester City e Paris Saint-Germain sejam excluídos da Champions League por violações de fair play financeiro, e chamou as equipes de "brinquedos de Estado", em referência ao financiamento do Oriente Médio que alimenta os cofres dos clubes.

"Há clubes que sequer se importam com os seus orçamentos ou com o dinheiro que irão gastar quando contratam um jogador, porque eles recebem financiamento de Estados. Isso força outras equipes a entrarem em uma situação econômica que os deixa à beira do precipício. Isso altera completamente as estruturas do futebol europeu", opinou Tebas.

"Isso já não é esporte. Isso já não é uma indústria. Tornam-se algo como brinquedos, brinquedinhos de Estado. E quando vira brincadeira, crianças começam a brincar com as outras crianças, e isso arruína todo o sistema", completou.

Na semana passada, o jornal The New York Times revelou que a investigação que está sendo conduzida nas finanças do City desde janeiro deste ano por fraudes financeiras tem grande chance de deixar o time inglês de fora da Champions a partir de 2020.

Pessoas envolvidas na investigação que foram ouvidas pelo diário disseram que a punição estaria ligadas às acusações de que o clube enviou à Uefa informes falsos de seus balanços financeiros, além de revelar o valor incorreto do tanto que recebe de patrocínio, tudo para driblar as regra de fair play financeiro da entidade que rege o futebol europeu.

O Manchester City é propriedade do City Football Group, de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. Já o PSG pertence ao QSI (Qatar Sports Investments), grupo de investimentos ligado à família real do Catar.