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Athletico-PR: Fabiano Soares deseja retornar ao Brasil, elogia Renan Lodi e afirma: 'vão passar o carro no River Plate'

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Athletico-PR vai a Buenos Aires e disputa a liderança do grupo da Libertadores com o Boca Juniors: veja os palpites do Linha de Passe (0:45)

Entrando na última rodada, o time brasileiro tem 9 pontos, enquanto o argentino tem 8 (0:45)

Ex-treinador do Athletico Paranaense, Fabiano Soares demonstrou todo seu carinho pela equipe em entrevista ao Espn.com.br, assumiu o desejo de retornar para uma equipe brasileira, comentou as "promessas" do time paranaense, partida contra o River Plate e muito mais!

O treinador chegou ao time paranaense em julho de 2017, em meio a uma má fase no Campeonato Brasileiro, conseguiu recuperar o time e sair da zona de rebaixamento, mas terminou o ano com um dos piores aproveitamentos (42,8%) desde 2011, se desligando da equipe ao final do torneio.

Mas hoje na Coreia, comandando o Jeonnam Dragons, o técnico não nega o carinho que guardou do time: "Espetacular, muito bem organizado.Tenho muitos amigos lá e, sem dúvida, eu retornaria. Eles gostaram de mim, eu gostei muito deles".

ATHLETICO VENCE O RIVER PLATE?

Assistindo de longe o bom momento e reestruturação do Athletico, Soares também deu seu palpite para a partida contra o River Plate pela Recopa Sul-Americana e a torcida pelos brasileiros: "Sendo ida e volta, na Arena o River vai passar mal e eu acho que o Athletico ganha. O problema é o jogo da Argentina, mas torço pro Athletico levantar essa taça também".

"Nível tem, só precisa de mais experiência contra equipes argentinas, os próprios brasileiros... Mas se mantiver esse foco, jogando duas ou três seguidas, consegue brigar pelo título. Mas no futebol, às vezes, acontecem surpresas e eu espero que essa surpresa possa ser o Athletico", afirmou sobre a possibilidade do time continuar conquistando e brigando com os gigantes nas competições continentais.

Após defender que o time pode "competir com os maiores clubes da América do Sul", o treinador lembrou de quando comandou os destaques da equipe nas útimas temporadas.

Cotado para a seleção brasileira e recebendo proposta de times europeus, como Atlético de Madrid, Renan Lodi "sempre foi destaque no sub-20, Paulo [Autuori] sempre falava que ele era o melhor na lateral esquerda, mas não jogou mais na minha época por causa do calendário do sub-20".

"Se mantiver o foco, tem capacidade de jogar em um time grande da Europa, mas só depende da dedicação dele", afirmou Fabiano. "O jogador tem que ser 'curtido' um pouco mais, ainda é muito novo".

Outro destaque da equipe, Bruno Guimarães também tem sido observado por clubes europeus, como Chelsea, e foi elogiado por seu ex-comandante: "Pode chegar longe e em algum time da Europa... jogar em um clube grande espanhol".

RETORNO AO BRASIL

Em nenhum momento, Fabiano negou o desejo de retornar ao Brasil. Elogia e agradece toda a relação construída dentro do time que comandou em 2017, conta que matém contato com ex-jogadores e membros da comissão técnica, mas não descarta a possibilidade de comandar outro time no Brasileirão.

Quando jogador, começou sua carreira no Botafogo, passou por Cruzeiro e por outros clubes brasileiros antes de partir para a Espanha e retornar apenas como treinador, após sete anos no Estoril, de Portugal, também.

Hoje, comandando os jogadores da beira de campo, declarou: "É um sonho. Eu comecei lá e gostaria de treinar o Botafogo no Rio, mas isso não impede que seja Flamengo, Vasco, Fluminense, Cruzeiro, o Athletico, Coritiba, o Ceará ou o Fortaleza".

"Eu comecei no Rio e gostaria de treinar no Rio, mas somos profissionais e, logicamente, gostaria de treinar no Brasil. Se aparecer a proposta, eu irei", enfatizou.

REAL MADRID

No primeiro semestre de 2018, o técnico teve um privilégio que poucos tem na hora de comandar uma equipe: um estágio no Real Madrid, o então bicampeão da Champions League, treinando Cristiano Ronaldo, Modric e todos os craques que vestiam a camisa merengue.

E com experiência comandando uma equipe brasileira, a comparação é inevitável: "[Lá] tem uma paz total, não tem ninguém que atrapalhe o treinador e os jogadores. Tem todas as condições possíveis para estar em forma. O que falar do Real Madrid?".

"São super profissionais, não tem dia de 'nhaca', de preguiça. Estão sempre com uma alta intensidade porque sabem que irão enfrentar as melhores equipes do mundo. Dá até gosto de ver eles treinarem", complementou.

SELEÇÃO BRASILEIRA

Às vésperas do início de mais uma Copa América, o assunto não passa em branco. Porém, em respeito ao Tite, o técnico prefere não falar sobre a convocação, mas afirma: "Espero que retome o nível de prestígio de outros anos".

Fabiano também não nega o desejo de todo treinador em comandar a seleção brasileira, o auge da carreira de um treinador.

No entanto, reconhece os impasses que sua carreira lá fora lhe causa, afirma ser "desconhecido" pelo público brasileiro e que "para pensar na seleção brasileira, é necessário ganhar títulos e ser conhecido primeiro. Eu morei muito tempo fora e não sou conhecido no Brasil. A primeira opção é treinar uma equipe e em um, dois ou três anos trabalhando bem, querer pensar na seleção".