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Advogados, médicos, engenheiros e políticos: no que trabalham os 20 presidentes da Série A?

Nesta semana, surpreendeu a todos o pedido de Rafael Tenório, presidente do CSA, que pediu licença do clube por 90 dias.

O dirigente ficou abalado com as críticas recebidas depois de ter negociado, por algo entre R$ 1,2 e R$ 1,5 milhão, a venda do mando de campo do confronto com o Flamengo, em 12 de junho.

Foi só aí, com o destaque conquistado por Tenório, que muita gente fora das Alagoas soube que ele, além de presidente do clube, era empresário do agronegócio e político - na última eleição, ele foi eleito suplente a senador por Alagoas, na chapa de Renan Calheiros, do MDB.

Curiosamente, caso mantivesse-se afastado da presidência do clube, Tenório seria substituído por outro político no CSA.

Seu vice, Omar Corrêa, que chegou a mandar no clube por um dia, é presidente do partido Podemos em Alagoas, que não deu apoio formal, mas manifestou-se a favor de Jair Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais de 2018.

E no que trabalham os demais presidentes de clubes do Campeonato Brasileiro?

O ESPN.com.br levantou as profissões dos 20 presidentes da Série A de 2019 e encontrou um cenário dominado por advogados: nada menos que sete dos mandatários são formados em Direito.

Na sequência, vêm os empresários e os administradores de empresa, com cinco cada. Os médicos são três e há um economista e um contador.

A soma acima totaliza 24 pessoas. Isso se explica por dois motivos.

Primeiro, pelo fato de o Athletico Paranaense ter hoje dois presidentes ativos: o eleito, Luis Sallim Emed, está suspenso, de modo que Mário Celso Petraglia, o manda-chuva eterno do clube, é o presidente de fato.

Depois pelo fato de alguns presidentes terem mais de uma formação e ou profissão. Guilherme Bellintani, do Bahia, por exemplo, é empresário, advogado, mestre em educação e doutor em desenvolvimento urbano.

PROFISSIONALISMO

Desde janeiro, 16 dirigentes do Fortaleza, incluindo o presidente e os dois vices, recebem salário pelos serviços prestados ao clube.

R$ 98 mil mensais são divididos entre os 16 diretores, o que totaliza cerca de R$ 1,2 milhão por ano. Cada cargo tem sua remuneração específica. Exceto pelo presidente e dos vices, os demais profissionais podem ser demitidos a qualquer momento.

"Espero que seja um passo permanente na profissionalização. Acho justo remunerar os dirigentes que usam, em prol do Fortaleza, seus conhecimentos técnicos em momentos que poderiam estar desenvolvendo outras atividades", disse, na ocasião da aprovação, Marcelo Paz, presidente do clube.

Veja abaixo a lista completa dos presidentes e suas profissões:

Atlético-MG – Sérgio Sette-Câmara

Advogado

Botafogo – Nelson Mufarrej

Advogado e Economista

Corinthians – Andrés Sanchez

Empresário e Político

Cruzeiro – Wagner Pires Sá

Empresário e Industrial

Flamengo – Rodolfo Landim

Engenheiro

Fluminense – Pedro Abad

Engenheiro

Grêmio – Romildo Bolzan

Advogado

Internacional - Marcelo Medeiros

Advogado

Palmeiras – Maurício Galiotte

Administrador de Empresas

Santos – José Carlos Péres

Administrador de Empresas

São Paulo – Carlos Augusto de Barros (Leco)

Advogado

Vasco – Alexandre Campello

Médico

Athletico Paranaense – Luiz Sallim Emed/ Mario Celso Petraglia

Médico/ Advogado

Avaí – Francisco Battistotti

Administrador de Empresas

Bahia – Guilherme Bellintani

Empresário, Advogado, Mestre em Educação e Doutor em Desenvolvimento Urbano

Ceará – Robinson Tavares

Contador e Advogado

Chapecoense – Plínio David de Nes Filho (Maninho)

Administrador de Empresas

CSA – Rafael Tenório

Empresário, Industrial e Político

Fortaleza - Marcelo Paz

Administrador de Empresas e Empresário

Goiás – Marcelo Almeida

Médico