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Azar de Neymar e Mbappé como 'solista' marcam o título quase recordista do PSG

O título do Paris Saint-Germain no Campeonato Francês veio neste domingo e o time nem precisou entrar em campo para isso.

A taça se confirmou após o empate sem gols do vice-líder Lille com o Toulouse - a cinco rodadas para o fim do torneio, o Lille está a 16 pontos do PSG e não consegue mais alcançar o rival.

É fato que o troféu conquistado está muito longe de ser uma surpresa. Mas o roteiro não deixou de contar com aspectos inesperados.

Thomas Tuchel chegou com o objetivo de estender o domínio francês para a Europa. Falhou com a queda para o Manchester United nas oitavas de final da Champions League, mesmo após ter vencido o jogo de ida por 2 a 0 na Inglaterra.

A queda foi ainda mais melancólica para Neymar, que mais uma vez teve o azar de sofrer uma fratura em um momento decisivo da temporada. E a campanha gerava muita expectativa para o brasileiro, com um novo posicionamento.

Thomas Tuchel deixou claro que queria fazê-lo jogar na função de camisa 10, como Lionel Messi no Barcelona.

“É claro que ele gosta de estar lá e nós gostamos de tê-lo na posição de camisa 10, porque nessa posição ele está envolvido em todos os ataques, não somente do lado esquerdo, mas tem a chance de jogar mais livre e de estar no centro do jogo. Nós temos a chance de envolvê-lo em cada ataque que fizermos. Se você envolver o Neymar em mais ataques, há uma probabilidade maior de criar chances”, disse o alemão em outubro.

Neymar começou muito bem o Francês, com 13 gols e seis assistências em 13 jogos, mas o problema sofrido no fim de janeiro tirou a possibilidade de ser protagonista, assim como o de conquistar a Champions.

Não bastasse a situação do brasileiro, Edinson Cavani também foi prejudicado por contusões – de 32 rodadas, perdeu 13 – mais de um terço.

Dessa forma, coube a Kylian Mbappé ser o protagonista solo de um PSG que não deu qualquer chances aos seus adversários.

O time conquista o título com cinco rodadas de antecedência, sem conseguir igualar o recorde de oito rodadas de antecipação que foi estabelecido pelo próprio clube em 2015-16.

Assim como o recorde de precocidade, o PSG não tem como igualar os 96 pontos que alcançou há três anos.

Isso, porém, não muda o fato de o time ter sido dominante desde o começo. Com dez rodadas, por exemplo, a vantagem na liderança já era de oito pontos.

Além do Francês, o time parisiense ainda luta no fim do mês pelo título da Copa da França, a qual decidirá com o Rennes. Pelo segundo ano consecutivo, a dobradinha foi concretizada. O ponto baixo em solo nacional foi a eliminação em casa para o Guingamp nas quartas de final da Copa da Liga Francesa.

Com a conquista deste final de semana, o PSG chega a oito títulos na competição, sendo seis nos últimos sete anos, e se junta ao Monaco e Nantes como terceiro maior vencedor da liga. Somente Olympique de Marselha e Saint-Étienne, com dez taças cada, estão à frente.

Mbappé, o solista

Sem seus companheiros de trio de ataque, Mbappé foi o nome do título do PSG. Os seus 27 gols representam mais do que o dobro do que fez na última edição do Francês (13 gols) e o deixam como artilheiro da competição. Cavani foi o goleador nas duas últimas edições e atualmente soma 17 gols e 4 assistências.

Além dos 27 gols, Mbappé deu sete assistências. Ou seja, ele participou diretamente de mais de um terço dos gols do PSG na competição.

Quem também se aproveitou das ausências de Neymar e Cavani para brilhar foi Ángel di María. Ele é o terceiro nesse quesito no Francês, com dez, duas a menos do que o líder Téji Savanier, do Nimes. Ele ainda soma nove gols, sendo o artilheiro do time da capital sem contar o badalado trio de frente.

O PSG esteve longe de desfrutar de seu potencial máximo em 2018-19. Mesmo assim, foi muito mais do que o suficiente para seguir reinando na França.