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Uefa denuncia Montenegro por racismo contra jogadores da Inglaterra

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Hudson-Odoi cobra atitude da Uefa após sofrer ofensas racistas: 'É inaceitável; somos todos iguais' (2:06)

Montenegro foi denunciada em cinco artigos do Regulamento Disciplinar da Uefa. (2:06)

A Uefa anunciou, nesta terça-feira, que abriu procedimento disciplinar contra Montenegro depois da derrota para a Inglaterra, por 5 a 1. O jogo acabou marcado por ofensas racistas contra diversos jogadores da seleção visitante em Podgorica. Callum Hudson-Odoi, Raheem Sterling e Danny Rose foram os principais alvos.

Montenegro foi denunciada em cinco artigos do Regulamento Disciplinar da Uefa. Além de “comportamento racista”, também são citados “fogos de artifício”, “objetos atirados em campo”, “distúrbios na arquibancada” e “escadas bloqueadas”. O caso será julgado em 16 de maio.

A atitude dos montenegrinos revoltou os ingleses, que prometeram já na segunda ações na Uefa. Sterling, que balançou as redes no triunfo, deu resposta às ofensas na comemoração e depois também usou as redes sociais para se manifestar contra as atitudes.

O técnico Gareth Southgate saiu em defesa de seus comandados. “Eu claramente ouvi ofensas a Danny Rose quando ele recebeu um cartão no final. Não é aceitável. Não há dúvida na minha cabeça do que acontece, e vamos levar o caso à Uefa”, afirmou.

Odoi, de 18 anos e em sua primeira convocação com a seleção principal da Inglaterra, disse ao canal “BeIN Sports”: “Eu não acho que a discriminação caiba em qualquer lugar, somos iguais”.

“Quando você está ouvindo coisas como essas dos fãs, não é certo, nem aceitável. Tomara que a Uefa lide com isso adequadamente. Quando eu e Rosey fomos até lá, estavam imitando macacos. Tivemos que manter a cabeça no lugar”, disse o jovem.

Sterling seguiu a mesma linha. “Estamos em 2019, é uma vergonha que isso aconteça. É hora de as pessoas no poder tomarem uma medida. Você pode multá-los, mas e aí? Você precisa fazer algo que vá fazê-los pensar duas vezes”, questionou o jogador do Manchester City.

“Na Inglaterra, temos um país diverso, com diferentes faces. As pessoas no comando têm que tomar as medidas cabíveis”, encerrou Sterling.