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Destaque da República Tcheca contra o Brasil, Schick está reaprendendo a respirar

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Técnico tcheco dá recado a Tite: 'Não sei se o brasileiro tem medo de alguém, mas deveriam ter atenção com Schick' (0:46)

Brasil e Republica Tcheca se enfrentam em um amistoso nesta terça-feira (0:46)

Ao final da temporada 2017 Patrick Schick era o nome disputado pelos grandes italianos. Foram 11 gols pela Sampdoria e seus 21 anos indicavam um futuro promissor. No dia 21 de agosto daquele ano a Roma anunciava sua aquisição junto ao clube de Gênova, desbancando a concorrência de Internazionale e Juventus. Até aqui é a maior contratação da história do ex-time de Paulo Roberto Falcão e Totti.

Somados os valores pagos desde o primeiro depósito, até o final previsto no compromisso com a Samp, a Roma vai desembolsar algo em torno de 42 milhões de euros (R$ 183 mi). O montante ultrapassa os quase 33 milhões pagos em 2000 para contratar Batistuta da Fiorentina.

Mas as duas primeiras temporadas de Schick, atacante da República Tcheca que pega a seleção brasileira nesta terça são frustrantes. No time da capital italiana nesta temporada são cinco gols, em 27 jogos. O mesmo número de gols que ele tem pela seleção Tcheca principal, porém com 17 partidas ao todo.

A solução encontrada para o jogador melhorar foi levar a Itália um coaching mental para Schick. E a receita dada pelo professional foi…. Respirar.

“Antes de tudo, trabalhamos sua respiração, um dos grandes limites do Patrick, diagnosticou ao Corriere Della Sera, Michal Bretenar, a esperança do staff de Schick.

“Fizemos atividades para insipirar e expirar, para ele passar a respirar direito. Quisemos reforçar a oxigenação através do músculo cardíaco, isso faz com que as pernas respondam melhor, contou.”

Schick, hoje com 23 anos, voltou a marcar pela Roma coincidentemente após a sessão de tratamentos – na vitória sobre o Empoli por 2x1, em 13 de março. Incomodado com as notícias de seu tratamento, o atacante disse que o gol nada teve a ver com a ajuda recebida. “Estive pouco com ele, não acredito que joguei bem por isso. É importante falar não apenas sobre futebol, mas também sobre o cotidiano”, desabafou à Sky Itália.

Jaroslav Silhavy, treinador da República Tcheca, disse antes do jogo que Schick é alguém com quem Tite deve se preocupar. “Não sei se o brasileiro tem medo de algum jogador, mas certamente deveriam prestar atenção no Schick”, afirmou à ESPN.

A mudança de comando da Roma (saiu Di Francesco para a chegada de Claudio Ranieri) também pode ajudar o atacante tcheco, na opinião do técnico. “É um grande talento. Parece que vai ter mais espaço com o novo treinador. Em todos os treinos que tivemos, ele foi bem. Pode se tornar um grande jogador , uma estela”, preconizou.

Enquanto isso, o coaching mental espera por um novo encontro. “Ele tinha como ponto fraco as pernas e a capacidade de trabalhar o oxigênio, sua frequência cardíaca”. Quero encontrá-lo em setembro para seguirmos este trabalho. É hora de mostrar que é forte”.