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'Farsa de Kepa atrapalhou colegas de Chelsea e foi desrespeito com futebol todo', diz colunista inglês

O jornalista Richard Williams, do jornal The Guardian, o mais importante da Inglaterra, detonou o goleiro Kepa Arrizabalaga, do Chelsea, nesta segunda-feira, depois que o arqueiro espanhol se recusou a ser substituído durante a final da Copa da Liga Inglesa, no último domingo, contra o Manchester City.

Em sua coluna, que saiu com o título de "A farsa de Kepa atrapalhou seus colegas de equipe e desrespeitou o futebol todo", o britânico criticou muito o comportamento de Kepa, que não quis deixar a partida para dar lugar ao argentino Caballero, deixando o técnico Maurizio Sarri, que vive dias difíceis à frente dos Blues, ainda mais desmoralizado.

"Há apenas duas semanas, nós lamentamos a morte de Gordon Banks, maior goleiro da história da Inglaterra, que sempre desempenhou seu trabalho sem qualquer alarde. Seria presunçoso da nossa parte querer saber qual seria a reação de Banks, caso ele ainda estivesse vivo, ao se deparar com o comportamento de Kepa na final da Copa da Liga. Na verdade, é difícil imaginar que qualquer jogador da geração de Gordon não ficaria chocado com o show de insubordinação dado pelo jovem basco no último domingo", disparou Williams.

O jornalista inclusive apontou Kepa, que custou 71,6 milhões de libras (R$ 350,23) e é atualmente o goleiro mais caro da história, foi o principal culpado pela derrota nos pênaltis do Chelsea.

"A bagunça feita por Arrizabalaga criou duas áreas de risco para os Blues. A primeira foi que ele aumentou a pressão sobre si mesmo em um momento em que concentração deveria ser vital. A segunda, e mais importante, foi que seu psicodrama atrapalhou o foco de seus companheiros de equipe, na hora em que eles precisavam de cada grama possível de relaxamento. E nós vimos como tudo terminou...", ironizou.

A vergonha que Sarri passou também virou motivo de piada.

"A reação de Sarri deixou ainda mais claro o sentimento de farsa: gritos, reclamações, gestos. Até fingiu que ia sair do estádio antes de retornar à sua cadeira para, como sempre, pegar seu bloco de notas e caneta, escrevendo com a cabeça abaixada. Talvez fosse sua carta de demissão a Roman Abramovich, ou um memorando ao banco Monte dei Paschi, pedindo seu antigo emprego de volta", brincou.

Williams encerra se lembrando do dia em que Messi se recusou a deixar uma partida do Barcelona contra o Eibar, em 2014, fazendo o técnico Luis Enrique se irritar bastante.

"Kepa ainda jogava pelo time B do Athletic Bilbao quando Messi fez isso. O maior jogador do mundo acabou servindo de exemplo para o garoto que viria a se tornar o goleiro mais caro da história. Isso, e uma combinação de outros fatores, nos deu a farsa do domingo: um momento em que o futebol todo foi desrespeitado de forma lamentável", finalizou.