<
>

Como Brasil entrou em história de 'transmissão pirata' da Champions e pode fazer PSG perder milhões

Além da alegria pela inesperada vitória de uma equipe desfalcada na casa do Manchester United, os torcedores do PSG na França tiveram ontem mais uma boa surpresa, com a transmissão ao vivo da partida pela página oficial do Facebook do clube.

Mais de 1,4 milhão de pessoas acessaram o jogo durante a tarde. E, quem assistiu, atesta que a transmissão tinha boas qualidades de som e imagem.

O problema é que isso não era permitido. Na França, por 350 milhões de Euros anuais (R$ 1,47 bilhão), pertencem ao grupo RMC as transmissões de Uefa Champions League e da Liga Europa em território local. Ninguém mais pode exibir jogos da Champions no país.

Segundo o jornal Le Parisien, o PSG tinha um acordo para exibir o jogo para o território brasileiro, mas, por fim, a transmissão acabou sendo direcionada também para o público localizado na França.

Deste modo, como é bem possível que haja algum tipo de sanção ao clube, o Brasil pode acabar fazendo parte de uma trama que pode tirar milhões do PSG em multas.

COMUNICADO OFICIAL

Nesta quarta (13), o PSG soltou um comunicado detalhando a questão.

"Devido a um problema de geolocalização, a partida da UEFA Champions League entre o Paris Saint-Germain e o Manchester United ficou acessível ontem para um audiência global durante um espaço de tempo reduzido, a partir da página do Facebook do clube.

A equipe do Facebook está trabalhando para esclarecer o que ocorreu, para que isso não se repita.

Por pedido do Facebook, detentor dos direitos para a transmissão da Champions League em território brasileiro, e depois de autorização da UEFA, o clube parisiense aceitou fazer um "cross-post" do player da página do Esporte Interativo para a página do PSG, como já havia feito na partida contra o Liverpool, em 28 de novembro último.

Esse sistema de "cross-post" consiste em transmitir o player de uma página, no caso, a do Esporte Interativo, a uma outra página, a do Paris Saint-Germain, nessa questão, mantendo a geolocalização original. Esse mecanismo deveria manter a exibição apenas para território brasileiro. Não, foi, infelizmente, o que aconteceu, já que o conteúdo ficou acessível na página global do clube da capital. Assim que o problema foi identificado, o PSG decidiu, imediatamente, suspender a transmissão em questão."