Corinthians e BMG explicam modelo de parceria com aplicativo exclusivo para alvinegros e sociedade nos lucros

As diretorias executivas de Corinthians e BMG, patrocinador máster do clube, explicaram, nesta terça (22), detalhes da parceria entre as partes.

A partir do acordo, surge a plataforma "Meu Corinthians BMG", voltado exclusivamente a torcedores do clube. O aplicativo passa a ser um ambiente bancário no qual tudo o lucro aferido vai ser dividido entre os parceiros.

A ideia é incentivar os torcedores alvinegros a se tornarem correntistas digitais do banco na conta corrente digital e outros produtos oferecidos pela instituição. A cada três meses, uma auditoria verifica os lucros e repassa ao Corinthians o que lhe é devido.

Andrés Sanchez voltou a afirmar que o BMG não tem nem terá participação em direitos de jogadores do clube. E que também não negociou com a instituição a negociação dos naming rights da Arena Corinthians.

"Mas, como parceiros, podemos pedir adiantamentos para contratação, se necessário", afirmou Sanchez.

"O Corinthians está virando banco, não sei se isso está claro", disse Luis Paulo Rosenberg, diretor de marketing do clube. "Criado o aplicativo, o Corinthians fica com metade do resultado", afirmou ele.

"O tamanho da parceria, é o torcedor que vai calibrar o volume e o valor que o Corinthians vai receber. É uma parceria ganha, ganha, ganha", disse Ricardo Guimarães, principal acionista do BMG, presente à entrevista coletiva.

Não fez parte da explicação formal, mas o presidente Andrés Sanches reiteradamente mencionou a abertura de 200 mil contas como gatilho para uma cada surpresa, o que pode indicar um bônus específico quando a marca for atingida.

Rosenberg explicou também que os R$ 30 milhões anuais informados na semana passada, quando o anúncio sobre o acerto foi feito, contemplam uma adiantamento e uma projeção de ganhos futuros proporcionais.

COMPETIÇÃO

Indagado sobre a ação de marketing realizada pelo banco na semana passada pelas redes sociais, conclamando torcedores a seguirem o perfil do banco no Twitter - a fim de que o número de seguidores ultrapassasse a Crefisa, patrocinadora do Palmeiras - Ricardo Guimarães foi diplomático.

"Ao contrário do futebol, no mundo dos negócios, não é necessário ter apenas um vencedor", disse.

"Não temos nenhuma competição com a Crefisa, isso é coisa de torcedor", disse ele.

"(A ação) partiu do marketing, foi uma brincadeira, não uma provocação. Novas ações do tipo podem ser criadas e ficamos felizes porque o resultado foi espetacular", disse o executivo.

O BMG confirmou também que tem conversas adiantadas com o Atlético-MG, clube do qual Ricardo Guimarães já foi presidente, e o BMG, patrocinador. E que pode patrocinar até outros dois clubes mais.