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Atlético-PR joga final da Sul-Americana para se tornar primeiro 'regional' do Brasil a conquistar torneio internacional no campo

O Atlético-PR quer ser grande, e o desejo não é segredo para ninguém.

Mario Celso Petraglia, presidente do conselho e, na prática, o manda-chuva do Atlético, não esconde a sua ambição eterna de colocar o Furacão na lista dos maiores clubes do Brasil.

Campeão brasileiro em 2001 e dono de 24 Estaduais do Paraná, o clube, porém, nunca conquistou um título internacional. Este cenário tem boas chances de mudar nesta quarta-feira, quando o time recebe, na Arena da Baixada, o Junior Baranquilla, da Colômbia. O jogo de ida, há uma semana, terminou empatado em 1 a 1.

Conquistar um torneio continental, ao menos no Brasil, tem funcionado como um "selo de autenticidade" de clube grande a quem levanta o troféu. Ou, numa leitura inversa, pode-se dizer que apenas os chamados "clubes grandes", com uma exceção honrosa, conquistaram taças internacionais.

De qualquer forma, a vez do Furacão, dono da melhor campanha desta Sul-Americana (oito vitórias em 11 jogos, melhor ataque, com 21 gols marcados, e apenas seis gols sofridos) ainda não chegou.

Por aqui, com exceção da Chapecoense e de seu título póstumo de 2016, na Sul-Americana, e do Botafogo, campeão da Copa Conmebol de 1995, apenas as dez maiores torcidas do País já festejaram campeonatos disputados contra clubes estrangeiros.

No momento em que trabalha uma mudança de sua marca, cores e uniforme, para se tornar mais reconhecido, inclusive fora do Brasil, a conquista do torneio viria em um timing excelente para pavimentar a expansão que tanto almeja.

Além do troféu, se for o campeão, o clube paranaense se garante na fase de grupos da Libertadores, na Recopa Sul-Americana, contra o River Plate, e na Copa Suruga (no Japão) - além de embolsar uma premiação que pode ultrapassar R$ 25 milhões.

O Atlético-PR terá casa cheia para a decisão. Todos os ingressos estão esgotados. Assim, o clube pretende trazer para si o recorde de ocupação de sua casa, que hoje pertence ao Paraná Clube. Na vitória por 1 a 0 sobre o Internacional, na Serie B de 2017, o Tricolor da Vila Capanema levou 39.414 torcedores à Baixada.

Além de lotado, o estádio promete fazer barulho. A diretoria atleticana decidiu permitir bandeiras e baterias das torcidas uniformizadas na partida contra o Junior. Em troca, os torcedores se comprometem a não se manifestarem negativamente contra a diretoria durante o jogo.

Em campo, o técnico Tiago Nunes não terá desfalques para o jogo que vem sendo encarado em Curitiba como o mais importante a ser disputado no estádio do clube, que foi uma das sedes da Copa do Mundo de 2014.

O atacante Pablo, maior destaque da equipe, sofreu com dores ao longo da semana, mas deve ir a campo. Rony, seu reserva imediato, fica de sobreaviso.

O cenário, como se vê, é amplamente positivo para um time que quer fazer história e mudar, para sempre, a sua própria. Só falta o título.

FICHA TÉCNICA

ATLÉTICO PARANAENSE-BRA X JUNIOR BARRANQUILLA-COL

Local: Arena da Baixada, em Curitiba (PR)
Data: 12 de dezembro de 2018, quarta-feira
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Roberto Tobar (Chile)
Assistentes: Christian Schiemann (Chile) e Claudio Rios (Chile)
Árbitro de vídeo: Julio Bascuñan (Chile)
Árbitros de vídeo assistentes: Piero Maza (Chile) e Carlos Astroza (Chile)

ATLÉTICO-PR: Santos; Jonathan, Léo Pereira e Thiago Heleno e Renan Lodi, Bruno Guimarães, Lucho González e Raphael Veiga, Nikão, Marcelo Cirino e Pablo (Rony).
Técnico: Tiago Nunes

JUNIOR: Viera; German Gutiérrez (Fuente), Rafael Pérez, Marlon Piedrahita e Jefferson Gómez; James Sánchez, Luis Díaz, Jarlan Barrera e Víctor Cantillo; Luis Narváez e Téo Gutiérrez.
Técnico: Julio Comesaña