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Real Madrid: brasileiro revela talento de Eriksen, do Tottenham, que Real pode pagar R$ 1 bilhão

O meia Christian Eriksen, de 26 anos, está na mira do Real Madrid, que não sabe se contará com o Luka Modric para a temporada do ano que vem.

Segundo o jornal The Sun, o clube espanhol quer oferecer até 250 milhões de euros (cerca de R$ 1 bilhão) ao Tottenham pelo dinamarquês. Mas se depender do técnico Maurício Pochettino, o jogador permanece no clube inglês.

O jogador foi revelado pelo Ajax e chegou no Tottenham, em 2013, com 21 anos. O Real Madrid, que já contratou outros jogadores do Tottenham nos últimos anos, como Modric e Bale, acredita que o dinamarquês seja o substituto ideal para o meia croata.

Pochettino aproveitou para valorizar a trajetória de Eriksen nos Spurs: “Há cinco anos, ele custou 11 mlhões de libras (cerca de R$ 37 milhões, cotação da época). É verdade que agora é um grande jogador e quando chegou era uma promessa”, disse Mauricio Pocchetino.

O jogador tem contrato até 2020 com o Tottenham.

Treino com os pais e trabalho desde jovem

Ainda garoto na Dinamarca, ele foi treinado por seus pais, Thomas e Dorthe, técnicos de futebol em um clube local. Aos dois anos, já jogava contra crianças com quatro anos. Após ficar no Odense BK, ele chegou ao Ajax com apenas 16 anos.

"Ele era muito novo e chegou como desconhecido para a gente. A transição dele ao profissional foi muito rápida. Ninguém sabia quem era o Eriksen e de repente começaram a falar dele dentro do clube. Rapidinho já estava no profissional e já virou titular", contou Danilo Campos, atualmente no Antalyaspor, ao ESPN.com.br.

O brasileiro jogou na base do Ajax e viu os primeiros passos do prodígio do time holandês.

"Era um moleque mais na dele e voltado ao trabalho. Caladão, mas queria vencer na vida. Em pouco tempo estava falando um holandês muito bom. Era bem concentrado nas coisas".

Após passagem pelo Ajax, Danilo rodou a Europa, passando por Ucrânia, Bélgica, Rússia, mas o talento do dinamarquês já chamou a atenção do brasileiro desde cedo.

"Dava para ver que ele tinha muito talento já. Era um moleque muito focado e tinha um chute do caramba. Depois dos treinos nós ficávamos treinando faltas e pênaltis e dava para ver que era diferenciado. Tinha uma qualidade bem mais avançada comparado com os moleques da idade mesmo sendo mais novo do que a gente. Isso fez ele chegar tão longe, era muito focado e não tinha muita resenha. Sempre chegava muito cedo aos treinos e se dedicava muito".

Eriksen, focado e compenetrado no trabalho, não escondia a referência de seus grandes ídolos de infância: Francesco Totti e Michael Laudrup.

"Com a gente ele jogava mais de meia, um camisa 10 mesmo. Buscava as bolas para fazer as jogadas. Tinha uma visão de jogo fora do normal. Uma vez ele pegou a bola no meio e pensei que ia dar um lançamento, mas já estava ligado que o goleiro estava adiantado e meteu direto para o gol", comentou Danilo.

Eriksen era um prodígio não somente no Ajax. Com apenas 18 anos, ele foi o jogador mais jovem a disputar a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul.

Três anos depois, em 2013, chegou ao Tottenham e viu seu futebol ganhar projeção ainda maior. Primeiramente, trabalhou com o português André Villas-Boas e chegou ao ápice sob o comando do argentino Mauricio Pocchetino.

O dinamarquês foi peça fundamental nas ótimas campanhas que os Spurs fizeram nas últimas temporadas na Premier League, que renderam vagas na Champions League.

"Ele gostava de chegar na área, queria a bola e sempre chutava. Ele ficou mais maduro, não é mais aquele molecão que ficava correndo o tempo todo atrás da bola. Ele já se posiciona muito melhor, sabe os momentos certos da fazer as jogadas", disse Danilo.

E o Tottenham dependerá muito do talento de Eriksen para conseguir a classificação para as oitavas de final da Champions. Para conseguir o feito, os ingleses dependem de um resultado positivo contra o Barcelona, às 18h desta terça-feira (10), ou uma improvável derrota da Inter de Milão contra o PSV.