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Ex-Santos, Serginho brilha em time de Zico, vira herói na Champions e mira Mundial de Clubes

Revelado nas categorias de base do Santos, Serginho era um dos grandes destaques do América-MG no Campeonato Brasileiro antes de ser comprado pelo Kashima Antlers, do Japão, no meio deste ano por cerca de dois mihões de dólares.

Em poucos meses, o meia virou o herói da equipe japonesa na Champions League Asiática, ao balançar as redes nas duas partidas semifinais contra o Suwon Bluewings, da Coreia do Sul. Ele decretou a vitória de virada por 3 a 2 (no último lance) no jogo de ida, realizado no Japão, e também fez o gol de empate no duelo de volta, que terminou em 3 a 3.

Agora, o Kashima enfrentará na decisão o Persepolis, do Irã, em Ibaraki, no Japão, neste sábado (03/11). O duelo de volta será em Teerã, no Irã.

Aos 24 anos, o meia que teve passagens também por Vitória e Santo André sonha em marcar seu nome na história do time que tem Zico, um dos maiores ídolos da equipe, como diretor esportivo. Em 17 jogos, ele marcou 8 gols e deu três assistências.

O Kashima Antlers foi vice-campeão do Mundial de Clubes de 2016, quando foi derrotado de virada pelo Real Madrid, mas nunca havia chegado à final da Champions.

Veja a entrevista com Serginho:

- Como vocês encaram essa final? Como ela tem repercutido aí no Japão?

Encaramos essa final como o jogo do ano. É um campeonato que o Kashima nunca conseguiu chegar e não tem o título. O grupo quer entrar para a história. A repercussão tem sido enorme aqui no Japão, todo mundo está bastante confiante. Sendo campeões é que vamos terminar do jeito que queremos.

- Já pensou em disputar o Mundial de Clubes? Em 2016, o Kashima quase aprontou para cima do Real Madrid..

É um sonho de qualquer jogador disputar o Mundial contra os melhores clubes do mundo. Poder disputar o Mundial é um sonho de criança e estou muito focado para que isso se realize.

- Fale sobre seu desempenho desde que chegou ao Japão?

Graças a Deus me adaptei muito rápido. Vim junto com meu pai e quando ele foi embora minha esposa chegou. Quando você vai para outro país é bom ter pessoas por perto e nunca se sentir sozinho. No clube já fui muito bem recebido e as coisas foram acontecendo. Estou muito feliz e espero cada dia melhorar mais aqui.

- Como foi ser o herói da semifinal da Champions?

A semifinal da Champions foram dois jogos muito difíceis. Primeiro jogo saímos atrás do placar e conseguimos reverter. No segundo, segundo na frente e tomamos três gols muito rapidamente. Acho que a tranquilidade do time e a união do grupo fez a diferença no final, conseguimos o empate e a classifição. Isso é muito importante em um campeonato como esse.

- Como se deu a mudança pra o Japão? O que te motivou a sair do Brasil?

O [diretor do clube] Zico me pediu para vir. Isso foi o reconhecimento do meu trabalho. Fiquei muito feliz e ainda mais recebendo o pedido de um ídolo, isso me motivou ainda mais para vir.

- Como é a torcida do Kashima?

A torcida daqui é fantástica, apoia e sempre lota o estádio. E desde quando eu cheguei aqui me encantei com eles. No meu primeiro eles me receberam muito bem e cantam uma música para mim. É um reconhecimento do trabalho e tento sempre dentro de campo mostrar mostrar para eles a minha vontade. Eles merecem esse título que a gente tanto busca.