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Flamengo rebate críticas por não revelar valores da venda de Paquetá ao Milan

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Flamengo não teria vendido Paquetá no meio do ano: 'Transação em outubro nos dá três meses para planejamento' (2:26)

Diretor geral do clube, Bruno Spindel, fiz que terão tempo para reposição do jogador. (2:26)

A diretoria do Flamengo confirmou a saída de Lucas Paquetá para o Milan, em entrevista coletiva, nesta quarta-feira. A venda do meia por um valor abaixo da multa rescisória (50 milhões de euros) provocou problemas no clube, com pedido de investigação da oposição, o que incomodou o presidente Eduardo Bandeira de Mello.

“No futebol mundial vocês vão encontrar pouquíssimas transações com valor total da multa. Até porque não seria negociação. Não dá para ler e ouvir absurdos sobre isso. A transação foi feita por um valor muito próximo da multa, considerado suficiente e atrativo”, disse o mandatário.

Bandeira de Mello disse que gostaria que Paquetá ficasse mais tempo no Flamengo, mas o foi da vontade do jogador sair da Gávea.

“Sempre tentamos prorrogar o contrato dele. Era nosso objetivo dar um aumento substancial e aumentar o valor da multa. Mas o jogador tem o sonho de jogar na Europa. E temos que entender isso”, disse o presidente.

O valor pago pelo time italiano não foi divulgado pela diretoria, o que gerou críticas por parte da oposição. Segundo informações divulgadas nos últimos dias, o negócio foi fechado em torno de 35 milhões de euros, mas o clube brasileiro receberá 24,5 milhões de euros, em quatro parcelas.

"Ideal seria falando tudo, mas, infelizmente, o contrato foi assinados nessas bases, com cláusulas de confidencialidade. Órgão do clube terão acesso porque vão ver o contrato. Mas nós três gostaríamos de estar explicando tudo, até porque evitaria que pessoas absolutamente mal intencionadas estão falando. Qualquer coisa que fizermos, o Flamengo vai estar em primeiro lugar. Algo fora disso, é um absurdo. E vocês podem me cobrar que tão logo vamos falar sobre os detalhes. Trabalho com toda a transparência possível. E aproveito para repelir qualquer insinuação de que eu e o presidente poderíamos ser beneficiados nessa negociação, o que me dá vergonha de participar desse processo", disse o vice-presidente de futebol Ricardo Lomba.

Assédio de outras equipes

Lomba também explicou que Paquetá sofreu assédio de várias equipes da Europa antes de fechar com o Milan.

"Pela qualidade e características do jogador fomos procurados por vários clubes europeus. Ocorre que temos que entender também o lado do jogador. Ele vislumbrava a possibilidade de jogar na Europa, um futebol mais estruturado, disputar Champions. Essa é a realidade do Brasil. Precisamos olhar o lado do jogador e também o lado do Flamengo. Financeiramente é muito bom pro clube. A maior parte do dinheiro é para o próximo triênio", Lomba.

"É importante ressaltar que passamos a janela do meio do ano sem perder o jogador. Enaltecer também o empresário dele que ajudou. Fez a gente não perder o altera no meio do campeonato", analisou Lomba

Paquetá já assinou contrato com a equipe rossonera e fará mais nove jogos pelo Flamengo antes de se mudar para a Itália.

“A maior preocupação é que ele não saísse no meio do ano. Vai sair por um valor próximo da multa, sem prejudicar 2018 ou o ano de 2019, saindo no meio do ano, quando é sempre uma transação muito complicada. Dá para fazer um planejamento de reposição”, disse Bruno Spindel, CEO do Flamengo, que explicou que o negócio poderia ter saído antes.

“Havia um acordo com o Paquetá para que, mesmo pelo valor da multa, ele não saísse no meio do ano. Ele negociado agora, nos dá 3 meses para nos planejarmos para o ano que vem”.